
Irmã diz que Deolane recebeu pratos usados para fezes e matou escorpiões na prisão

Daniele Bezerra, irmã e advogada de Deolane Bezerra, relatou com exclusividade ao portal Metrópoles as condições que a influenciadora estaria enfrentando na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde está presa preventivamente por suposta lavagem de dinheiro e ligação com Marcola, líder do PCC.
Pratos e alimentação
A irmã denunciou que Deolane não estaria conseguindo se alimentar na prisão e que a dificuldade estaria ligada às condições de higiene dos utensílios usados na unidade.
"Ela não consegue comer a comida porque os pratos são sujos. Muitos desses ficam trancados em celas e as presas os utilizam para urinar e defecar. Depois esses mesmos pratos são introduzidos na cozinha. Não são lavados corretamente, e voltam com a comida para as detentas", afirmou.
Escorpiões
Segundo Daniele, Deolane também vem apresentando crises de pânico durante o período de custódia. A irmã afirmou que a situação teria se agravado após a influenciadora encontrar escorpiões na cela.
"Ela já foi socorrida duas vezes pela unidade. A pressão chegou a 9 por 6, e a enfermeira aplicou soro. Deolane tem crise de pânico e não consegue ficar na cela sozinha à noite. Isso piorou depois que, em somente um dia, ela matou quatro escorpiões. Há uma infestação no local", diz Daniele, que também é advogada de Deolane.
Habeas corpus
Daniele disse ainda que acompanha diariamente a situação da irmã por atuar na defesa do caso.

"Eu também sou a advogada dela no processo e, todos os dias, a requisito para falar sobre a defesa, e verifico a saúde dela. Aos sábados, minha mãe e minha outra irmã a visitam. Aguardamos o julgamento do habeas corpus".
Na terça-feira, Daniele também se manifestou sobre a decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça a respeito do pedido de liberdade provisória.
"Diferentemente do que alguns veículos de comunicação estão publicando, não houve decisão sobre o mérito. Simplesmente, o STJ entendeu que não é o momento de analisar o caso e que é preciso respeitar as instâncias inferiores, porque elas precisam se manifestar primeiro para que, posteriormente, os ministros possam se pronunciar", declarou Daniele Bezerra.
