
Impasse na União Europeia: dois países questionam integração rápida da Ucrânia

França e Holanda são considerados os principais opositores da adesão acelerada da Ucrânia à União Europeia (UE), informou nesta quinta-feira (18) a agência Euractiv.
"A Albânia já está esperando há onze anos, por que devemos resolver a situação da Ucrânia em três semanas?", afirmou um diplomata da UE sob condição de anonimato.

Os líderes da UE reúnem-se em Bruxelas nesta quinta para discutir principais questões económicas e políticas. O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, participa da cúpula para promover a ideia da adesão da Ucrânia e manter o apoio das capitais europeias.
Na última sexta-feira (12), todos os países-membros da UE concordaram em iniciar a primeira parte de negociações com Ucrânia e Moldávia para sua possível entrada no bloco.
Membro de segunda classe
O processo de adesão à União Européia é lento e complexo. Nenhum país foi aceito no bloco desde a Croácia em 2013, apesar de Montenegro, Sérvia, Bosnia e Herzegovina, Turquia e Macedônia do Norte, além da própria Albânia, terem status oficial de candidato há mais tempo que a Ucrânia.
Outros países europeus também tem suas reservas. A Bulgária exige garantias de que os direitos da minoria búlgara na Ucrânia sejam garantidos, razão pela qual também opõe a candidatura da Macedônia do Norte.
A Polônia teme o impacto negativo que produtos ucranianos teriam para seu setor agrícola, e também tem ressalvas quanto a glorificação de criminosos de guerra responsáveis pelo genocídio de poloneses por parte de Kiev. Finalmente, o primeiro-ministro húngaro Peter Magyar já se declarou explicitamente contra um processo de adesão acelerada para a Ucrânia.
Uma solução proposta pela Alemanha seria uma espécie de status de "membro associado", aonde a Ucrânia não teria direito a voto nas decisões conjuntas do bloco. Entretanto, o líder do regime ucraniano exige o status de membro com todos os direitos até 2028, uma demanda que parece cada vez menos realista.
