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UE estuda limitar direito de veto de novos membros para acelerar expansão do bloco

A medida busca evitar impasses diplomáticos como os causados pela Hungria e facilitar a integração da Ucrânia e de países dos Bálcãs diante do novo cenário geopolítico.
UE estuda limitar direito de veto de novos membros para acelerar expansão do blocoGettyimages.ru / Thierry Monasse / Contributor

A Comissão Europeia avalia uma proposta que pode retirar, temporariamente, o direito de veto de novos Estados-membros em decisões estratégicas da União Europeia (UE), segundo relatou o The Guardian na terça-feira (26). A medida, discutida em Bruxelas nesta semana, visa facilitar o processo de alargamento do bloco antes do fim desta década, mitigando o receio de países atuais — como a França — sobre o impacto de uma expansão acelerada na governança e na unidade política do grupo.

O plano prevê que países que ingressarem no bloco, como Montenegro e nações dos Bálcãs Ocidentais, não tenham direito automático de vetar decisões de política externa ou questões tributárias que exijam unanimidade. O objetivo é evitar impasses diplomáticos observados em casos recentes, como o da Hungria, cujo governo sob Viktor Orbán bloqueou pacotes de ajuda financeira, incluindo recursos destinados à Ucrânia.

O Montenegro aparece como o principal laboratório para essa estratégia. O país, que busca se tornar o 28º membro da UE até 2028, pode ter cláusulas de salvaguarda inseridas em seu tratado de adesão, servindo de modelo para futuros candidatos. Especialistas apontam que essa limitação seria temporária para evitar a criação de "membros de segunda classe"

Em paralelo, o chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu soluções inovadoras para acelerar o processo, classificando a expansão como uma "necessidade geopolítica". Merz propôs, inclusive, um modelo de "adesão associativa" para a Ucrânia, permitindo a participação do país em reuniões e instituições sem direito a voto.

A reforma interna é vista como essencial pela Alemanha, que teme que uma união de mais de 35 membros opere com paralisia decisória sob o atual modelo de unanimidade.