
'Sem hipocrisia': Hungria se opõe à entrada acelerada da Ucrânia na UE

O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, expressou sua oposição à adesão acelerada da Ucrânia à União Europeia (UE) em entrevista à emissora de televisão ATV divulgada na terça-feira (9).

Magyar afirmou que Budapeste não aceitará "nenhuma hipocrisia" na política de expansão do bloco.
"Não vemos necessidade de uma adesão acelerada, especialmente porque o país, infelizmente, ainda está em guerra", afirmou Magyar. Apesar dessa posição, o primeiro-ministro húngaro confirmou que seu governo não se opõe ao início das negociações para a integração da Ucrânia.
A Hungria condicionou seu apoio ao avanço da Ucrânia rumo à UE à garantia dos direitos da minoria húngara na província ucraniana da Transcarpátia, indicando que um "acordo técnico, em nível de especialistas", foi alcançado a esse respeito.
O primeiro-ministro expressou sua esperança de que um acordo oficial seja formalizado.
- No fim de abril, Magyar pediu a Kiev que eliminasse as restrições que afetam a comunidade húngara na Ucrânia e anunciou que proporia no início de junho uma "reunião simbólica" com Zelensky em Beregovo (Beregszász, em húngaro), centro cultural e histórico da minoria húngara na província ucraniana da Transcarpátia. Segundo ele, o objetivo seria "ajudar a melhorar a situação dos húngaros da Transcarpátia e sua permanência em sua terra natal".
- Os direitos dos húngaros da Transcarpátia continuam sendo uma fonte de tensão nas relações entre Budapeste e Kiev. As reivindicações da Hungria incluem a expansão dos direitos linguísticos, educacionais e culturais da comunidade em território ucraniano. O primeiro-ministro húngaro deixou claro que o progresso rumo às aspirações europeias da Ucrânia depende do atendimento das exigências de Budapeste para a proteção dessa minoria.
