O representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, denunciou nesta quinta-feira (28) que os países ocidentais optam por ignorar o crime cometido pelo regime de Kiev contra o alojamento estudantil em Starobelsk, na república russa de Lugansk, que custou a vida a 21 jovens.
"Chama especialmente a atenção a hipocrisia e a reação cínica das delegações dos países europeus, que costumam lançar acusações contra a Rússia imediatamente quando lhes convém politicamente, mas que, neste caso, preferiram, de fato, agir como se a tragédia não tivesse ocorrido e atribuir a responsabilidade a Moscou", declarou o diplomata em seu discurso na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
"Mas isso não nos surpreendeu na época e também não nos surpreende agora. De que compaixão humana da parte deles se pode falar, quando suas mãos estão manchadas com o sangue das crianças de Starobelsk?", continuou.
Nebenzia destacou que esses países "há muitos anos abastecem o regime terrorista de Zelensky com dinheiro, informações de inteligência, armas e munições, incitando-o a cometer novos crimes contra a população civil", após o que o encobrem e o apresentam como uma vítima.
O atentado de Kiev contra estudantes russos
Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.
Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.