
Europa não tem compaixão, tem 'sangue de crianças nas mãos', afirma Rússia na ONU

O representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, acusou países europeus de terem "sangue de crianças nas mãos". A declaração ocorreu durante discurso no Conselho de Segurança, nesta quinta-feira (28).
Na ocasião, Nebenzia se referiu ao ataque terrorista do regime de Kiev a civis na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk.

A ofensiva com 16 drones atingiu, na noite de 22 de maio, um colégio pedagógico e um dormitório estudantil da cidade, deixando 21 mortos e 44 feridos.
O diplomata lembrou que a maioria das vítimas era "mulheres jovens" e classificou o episódio como um "ato terrorista cínico".
"Que tipo de compaixão humana podem demonstrar quando o sangue das crianças de Starobelsk está em suas mãos?", declarou Nebenzia ao criticar governos europeus por apoiarem militarmente o regime ucraniano.
O diplomata russo apontou que países ocidentais fornecem "dinheiro, armas, munição e inteligência" ao regime usurpador de Vladimir Zelensky, acusando o Ocidente de ignorar mortes em áreas russas.
Nebenzia também criticou diretamente as Nações Unidas por não condenar diretamente o ataque. O diplomata acusou o secretariado da ONU de adotar "dois pesos e duas medidas" ao tratar vítimas civis do conflito.
Durante o discurso, o representante russo confirmou ainda que Moscou realizou, em 24 de maio, uma série de ataques de revide contra alvos militares e industriais, incluindo instalações em Kiev. As ações envolveram mísseis Oreshnik, Iskander, Kinzhal e Tsirkon, além de drones de ataque.
O representante russo afirmou que os bombardeios foram uma resposta direta ao ataque em Starobelsk e insistiu que "infraestruturas civis não foram alvejadas".

