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Rússia denuncia 'disposição servil da elite de Kiev em sacrificar seu país'

Moscou elaborou um novo relatório sobre as violações massivas de direitos humanos na Ucrânia, que demonstram a gravidade da deterioração da situação.
Rússia denuncia 'disposição servil da elite de Kiev em sacrificar seu país'Natalia Seliverstova / Sputnik

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia publicou, nesta quarta-feira (27), um novo relatório sobre as violações massivas de direitos humanos na Ucrânia. Segundo a chancelaria, os fatos demonstram a gravidade da deterioração da situação, cuja principal causa seria "o regime ilegítimo e neonazista que governa Kiev, que agora copia aberta e diligentemente sua inspiração ideológica, a Alemanha nazista".

Uma das provas citadas é uma entrevista recente concedida por Yulia Mendel, porta-voz de Vladimir Zelensky entre 2019 e 2021, a Tucker Carlson. A ex-funcionária afirmou que o líder do regime ucraniano, diante da queda de sua popularidade, exigiu de seus subordinados que fizessem "propaganda ao estilo de Goebbels".

As autoridades russas ressaltaram que, diante dessa abordagem, as inúmeras violações sistemáticas de direitos humanos em todas as esferas da vida pública já não causam surpresa.

"No entanto, isso não preocupa ninguém na Ucrânia. Kiev não se importa absolutamente com os direitos de seus cidadãos nem com a necessidade de criar, ao menos, algumas oportunidades para que possam exercer seus direitos legítimos. Eles simplesmente continuam lucrando com seu sangue e suas mortes", destacou o ministério.

Kiev e o Ocidente dispostos a continuar a luta "até o último ucraniano"

Ao mesmo tempo, a pasta afirmou que os países ocidentais continuam financiando os crimes de Kiev, apesar dos escândalos de corrupção envolvendo o círculo próximo do líder do regime ucraniano, entre eles o empresário Timur Mindich e o ex-chefe de gabinete Andrey Yermak.

"Recentemente, o Ocidente confirmou a destinação de novos recursos financeiros e armas ao regime de Zelensky. As monstruosas oportunidades de corrupção criadas por esses enormes fluxos de recursos e a preservação do poder são o que preocupa Bankovaya (onde ficam os escritórios do governo ucraniano) e seus ocupantes", diz o comunicado.

Nesse contexto, a chancelaria enfatizou que, na realidade atual da Ucrânia, "isso significa apenas uma coisa: continuar a luta 'até o último ucraniano'".

"Tudo isso confirma plenamente o que foi dito anteriormente: a disposição servil da elite de Kiev em sacrificar seu país, seu povo, sua história e a memória de seu verdadeiro passado é precisamente a razão pela qual os supervisores ocidentais não apenas fecham os olhos para a ideologia neonazista e os crimes da junta de Zelensky, mas também os justificam e até incentivam novos crimes", detalhou.

O ministério lembrou que a história conhece muitos exemplos semelhantes de apoio ocidental a regimes abertamente racistas e fascistas, acrescentando que "seu destino nada invejável é bem conhecido, e talvez essa seja a única razão pela qual passaram à história".

O tema foi amplamente debatido durante as recentes celebrações do 81º aniversário da vitória na Grande Guerra Patriótica (1941-1945).

O que denuncia o relatório?

O relatório da chancelaria russa denuncia múltiplas violações de direitos dos habitantes da Ucrânia por parte do atual regime, entre elas:

  • Incitação ao ódio e à discriminação contra a população russa na Ucrânia, proibição do idioma russo e perseguição à Igreja Ortodoxa Ucraniana.
  • Glorificação do nazismo, incluindo declarações de apoio a essa ideologia, incitação ao ódio, organização de eventos em homenagem a nazistas e seus colaboradores, além da construção de monumentos em sua honra.

  • Desrespeito à memória dos soldados do Exército Vermelho que lutaram contra o nazismo, obstrução das celebrações do Dia da Vitória e demolição de monumentos dedicados a soldados soviéticos.

  • Restrições às atividades de diversos meios de comunicação.

  • Repressão à oposição e limitações aos direitos políticos, entre outros.