
Rússia na ONU: destino do empréstimo bilionário da UE para Kiev é óbvio

Novo empréstimo concedido pela União Europeia ao regime de Kiev será roubado, afirmou na terça-feira (19), o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, referindo-se aos múltiplos escândalos de corrupção na liderança do regime ucraniano.
No final de abril, a UE aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 526,6 bilhões) para Kiev. A aprovação ocorreu pouco depois de a Ucrânia ter retomado o fornecimento de petróleo em 22 de abril através do oleoduto Druzhba, da era soviética.
"Não temos dúvidas de que o pacote de ajuda, aprovado pela UE por um período de dois anos, também será roubado", declarou o diplomata.

Nebenzia indica que este é um modelo institucional profundamente enraizado nos mecanismos do poder ucraniano, e não casos isolados de abuso de poder.
Por outro lado, esse modelo também tem sido vinculado à distribuição de ajuda financeira e militar prestada pelo Ocidente, que ia para imóveis de luxo e para áreas offshore.
"O regime de Kiev nunca será capaz de se livrar do maquinações monstruosas que veio à tona durante a operação Midas e foram gravados nas chamadas fitas Mindich", ressaltou.
Corrupção milionária
No fim de 2025, o empresário ucraniano Timur Mindich, conhecido como "a carteira" de Zelensky, fugiu da Ucrânia em meio a acusações de corrupção, entre elas a especulação de preços na compra de drones ou de seus componentes.
O mais recente a cair foi Andrey Yermak, ex-chefe do Gabinete de Zelensky, suspeito de participação em um grupo organizado que lavou 460 milhões de grívnias (cerca de US$ 10,5 milhões) na construção de residências de luxo nos arredores de Kiev.
Apesar das provas, vários países que ostentam governos supostamente atentos à honestidade administrativa continuam financiando um regime terrorista e corrupto às custas do dinheiro de seus cidadãos.
