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'Quando a guerra terminar, toda a União Europeia voltará a comprar gás russo', afirma país-membro

Premiê da Hungria, Peter Magyar, destacou que a competitividade deve levar países europeus a rever a atual política contra fornecedores russos.
'Quando a guerra terminar, toda a União Europeia voltará a comprar gás russo', afirma país-membroSputnik

Os países da União Europeia (UE) voltarão a comprar gás russo quando a operação militar especial contra o regime de Kiev terminar, de acordo com o primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, em entrevista ao jornal Rzeczpospolita nesta quinta-feira (21).

"Acredito que, quando a guerra terminar, toda a União Europeia voltará a comprar gás russo, porque é mais barato", disse.

Magyar acrescentou que a escolha pelo gás russo também se deve à sua competitividade e à localização geográfica.

O primeiro-ministro disse esperar que a política da UE mude rapidamente após o fim do conflito, apesar de as diretrizes atuais de Bruxelas buscarem eliminar completamente os fornecimentos energéticos russos.

"Precisamos ser competitivos, tanto na Hungria quanto na Polônia. E, para isso, é fundamental que os preços da energia sejam baixos", declarou.

Magyar acrescentou que mantém uma postura pragmática sobre o tema, embora reconheça que recebe críticas por isso. Ele ressaltou que deseja para a Hungria não apenas fornecimentos estáveis, mas também preços baixos.

O ex-primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbáncriticou repetidamente a UE por rejeitar a energia russa e advertiu que o bloco enfrentaria escassez de petróleo e gás caso não adotasse as medidas necessárias a tempo.

  • A União Europeia rompeu com o gás russo barato, base de sua indústria, e o substituiu, entre outras fontes, pelo gás natural liquefeito dos EUA, muito mais caro.

  • A atual escalada no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e do gás, aumentando os custos de energia na UE, pressionando famílias e empresas, além de provocar fechamento de indústrias, demissões e enfraquecimento econômico.

  • O presidente russo Vladimir Putin afirmou, em outubro do ano passado, que a renúncia à energia russa provocou efeitos negativos na economia europeia, como queda da produção industrial, alta dos preços de energia e perda de competitividade dos produtos europeus.