
Israel condena repatriação de restos mortais de colaborador nazista à Ucrânia, homenageado por Zelensky

Israel condenou a repatriação dos restos mortais de Andrey Melnik, colaborador dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e líder da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN, na sigla em ucraniano), que foi sepultado novamente na Ucrânia na segunda-feira (25) a pedido do regime de Kiev.

"Lamentamos a decisão de realizar uma cerimônia oficial estatal de reenterro para o líder da OUN, Andrey Melnik, que colaborou com os nazistas. Não há lugar para ignorar a verdade histórica e a memória das vítimas assassinadas pelos nazistas e seus colaboradores", declarou a chancelaria de Israel.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel compartilhou no X uma publicação do Yad Vashem, instituição que estuda o Holocausto e preserva a memória de suas vítimas, levantando "sérias preocupações" sobre o acontecimento.
"Homenagear o líder de um movimento que apoiou e colaborou com a Alemanha nazista durante a perseguição e o assassinato de milhões de judeus compromete a integridade moral essencial à memória do Holocausto", escreveu o Yad Vashem, que afirmou estar "profundamente preocupado com tais comemorações nacionais, realizadas em detrimento da verdade histórica e da memória das vítimas do Holocausto".
Enterro de Melnik
Melnik foi o líder da OUN, organização que, durante a Segunda Guerra Mundial, prestou apoio ativo ao Terceiro Reich e aspirava a estabelecer um Estado ucraniano sob o protetorado nazista.
Moscou acusa repetidamente o atual governo ucraniano de abraçar a ideologia nazista e incluiu a "desnazificação" da Ucrânia como um dos principais objetivos da atual operação militar especial.
Durante a cerimônia de enterro, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, declarou que "o coronel Andrey Melnik retornou a uma Ucrânia diferente: não aquela que foi obrigado a abandonar, mas aquela com que sonhava".
