Vassily Nebenzia, representante permanente da Rússia na ONU, denunciou nesta terça-feira (26) a brutalidade do ataque ucraniano contra uma residência estudantil na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que deixou mais de 20 mortos. O diplomata afirmou que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, está "matando seus próprios ex-compatriotas".
"De onde vem essa brutalidade? E qual é a causa? A resposta é simples: é a vingança de Kiev contra o povo de Lugansk, que escolheu a Rússia", declarou.
"Zelensky está, de fato, matando seus próprios ex-compatriotas. Gostaria de enfatizar isso mais uma vez: ele está exterminando seus próprios ex-cidadãos por se recusarem a viver sob seu regime neonazista", ressaltou.
O representante russo também questionou a retórica de Zelensky. "Como ele pode afirmar hipocritamente que as pessoas importam mais do que os territórios quando é responsável por esse tipo de ataque terrorista?", concluiu.
O atentado de Kiev contra estudantes russos
- Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
- A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
- Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.
Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.