Vassily Nebenzia, representante permanente da Rússia na ONU, denunciou nesta terça-feira (26) oatentado cometido pelo regime de Kiev contra jovens russos na localidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk. O diplomata também criticou a comunidade internacional pelo que classificou como "um fracasso moral" na reação à morte de menores.
"Se o sofrimento de uma criança pode ser usado contra a Rússia, ele imediatamente se transforma em um escândalo internacional. Mas quando crianças morrem por ações premeditadas do regime de Kiev, a tragédia desaparece em meio a ressalvas, dúvidas e referências ao contexto", afirmou o diplomata.
O representante russo ressaltou que esse duplo padrão não é apenas um exercício de hipocrisia, mas representa "um fracasso moral e uma completa desonra".
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ressaltou que, apesar dos esforços de Moscou para facilitar o deslocamento do maior número possível de repórteres à área do ataque, a cobertura da imprensa foi muito desigual.
Lavrov também detalhou asjustificativas apresentadas por meios de comunicação ocidentais para não informar sobre o massacre: alguns se recusaram a comparecer, outros alegaram estar de férias e outros foram impedidos por seus próprios governos. "Isso falando sobre a imprensa livre", denunciou Lavrov.
O atentado de Kiev contra jovens russos
- Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
- A Chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
- Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.
Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.