Moscou iniciou uma série de "ataques consistentes e sistemáticos" contra empresas da indústria de defesa do regime ucraniano, declarou nesta terça-feira (26) o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, durante uma coletiva de imprensa.
Trata-se, de acordo com o alto diplomata, de uma retaliação aos ataques do regime de Kiev a uma residência estudantil na cidade russa de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que deixou 21 mortos, a maioria adolescentes.
Entre os alvos estão "instalações dedicadas ao projeto, programação, fabricação e preparação de drones" que o regime de Kiev usa em seus ataques.
"Os combatentes ucranianos usam esses drones com a ajuda de especialistas da OTAN, que fornecem componentes e dados de reconhecimento e aquisição de alvos", afirmou ele.
O diplomata também observou que os ataques russos terão como alvo "centros de tomada de decisão e postos de comando, já que as instalações mencionadas estão espalhadas por toda Kiev".
Nesse contexto, reiterou o apelo aos cidadãos estrangeiros, incluindo diplomatas e funcionários de organizações internacionais, para que deixassem a capital ucraniana o mais rápido possível.
Nebenzia ainda pediu aos moradores da cidade que "se abstivessem de se aproximar de estruturas militares e administrativas, bem como de instalações de infraestrutura pertencentes ao regime de Zelensky".
"Todos os objetivos da operação militar especial serão alcançados graças à destruição dos neonazistas que semeiam terror e caos nesta terra que tanto sofreu", concluiu.
O ataque de Kiev contra jovens russos
- Na madrugada de quinta-feira (22), as Forças Armadas do regime ucraniano bombardearam com drones um edifício e uma residência estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estavam no local. Ao menos 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- O Comitê de Investigação afirmou que as forças ucranianas atacaram deliberadamente o local com vários drones do tipo avião. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
- A chancelaria russa classificou o ataque ucraniano contra os estudantes como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o caso. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países do bloco militar.
- Além disso, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na segunda-feira (25) que as forças russas executarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes do Exército do regime ucraniano contra a população civil.
No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes de meios de comunicação de 19 países: Alemanha, Áustria, Brasil, Catar, China, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Líbano, Paquistão, Reino Unido, Turquia e Venezuela.
Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em suas redes sociais.