O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, destacou nesta segunda-feira (25) a onda de repúdio internacional provocada pela "acusação fraudulenta e ilegal" dos EUA contra o líder revolucionário e general do Exército, Raúl Castro Ruz.
"Agradecemos os pronunciamentos de governos, sindicatos, forças políticas, associações de amizade e de cubanos residentes no exterior que rejeitaram essa nova decisão dos EUA, destinada a ampliar as ameaças e a agressão contra Cuba", escreveu Rodríguez em sua conta no X.
A declaração do chanceler ocorre dias depois de o povo cubano se mobilizar nas ruas de Havana para apoiar Raúl Castro, após as acusações apresentadas por Washington sobre a derrubada de duas aeronaves de uma organização espiã, em 1996. Com evidências históricas, Cuba afirmou que a neutralização das aeronaves há três décadas foi um ato de legítima defesa.
Diante das acusações, as autoridades cubanas avaliaram que a manobra judicial de Washington não passa de "um ato desprezível e infame de provocação política, baseado na manipulação desonesta do incidente que levou à derrubada (dos aviões) sobre o espaço aéreo cubano" e cujo objetivo final seria justificar perante a opinião pública o endurecimento do bloqueio e as "ameaças de agressão armada".