EUA usam mentiras para 'instigar agressão militar' contra Cuba, denuncia Havana

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou a secretaria de Estado dos EUA está ciente dos efeitos nocivos do bloqueio sobre a economia do país caribenho.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou nesta quinta-feira (21) que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pretende "instigar uma agressão militar" contra a ilha ao afirmar falsamente que ela representa "uma ameaça à segurança nacional" do país norte-americano.

"Mente novamente o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para instigar uma agressão militar que provocaria derramamento de sangue de cubanos e norte-americanos. Cuba não é, nem nunca foi, uma ameaça à segurança nacional dos EUA", lê-se na postagem do alto diplomata em seu perfil no X.

Como contraponto, Rodríguez afirmou que "é o Governo dos EUA que agride de forma impiedosa e sistemática o povo cubano" e que, nos últimos meses, vem tentando provocar "o desespero da população e o colapso da economia", proibindo a importação de combustível e reforçando o caráter extraterritorial do bloqueio.

Na mesma linha, Rodríguez acusou Rubio de insistir "na falsidade de classificar Cuba como Estado patrocinador do terrorismo", quando, segundo ele, "foram os EUA que atuaram com cumplicidade e impunidade durante décadas ao permitir a organização e execução de ações terroristas contra Cuba a partir de seu território, além de dar abrigo a terroristas confessos".

Para concluir, o chanceler destacou que o secretário de Estado dos EUA está ciente de que "o reforço das medidas coercitivas unilaterais, das quais foi um dos principais artífices, é o principal obstáculo para o desenvolvimento econômico de Cuba", já que essas medidas afetaram de maneira integral e destrutiva "todos os setores" da nação caribenha, "incluindo o privado".

Nesta quinta-feira (21), Rubio reiterou acusações já feitas por Washington sobre a cooperação de Havana com Moscou e Pequim, usadas como pretexto para impor novas sanções e cercar energeticamente Cuba, sob a alegação — rejeitada de forma reiterada pelas autoridades cubanas — de que o país caribenho "sempre representou uma ameaça à segurança nacional dos EUA" e "é um dos principais patrocinadores do terrorismo na região".