Kremlin comenta acusações dos EUA contra Raúl Castro

"Acreditamos que a pressão exercida sobre Cuba não pode ser aprovada", declarou Dmitry Peskov.

O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, declarou nesta quinta-feira (21) que o Kremlin desaprova os métodos coercitivos que os Estados Unidos aplicam aos principais líderes de outros países, após as acusações feitas pelos EUA contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.

"Acreditamos que a pressão exercida sobre Cuba não pode ser aprovada", declarou Peskov. "Em hipótese alguma, métodos que beiram a violência podem ser aplicados a líderes no poder. Aliás, esta não é a primeira vez que vemos isso. Não aprovamos nada disso", acrescentou.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou Castro e outros cinco oficiais cubanos por supostamente terem causado a morte de quatro pessoas, incluindo três cidadãos americanos, na queda de duas aeronaves em 1996. Havana mantém a versão de que os aviões entraram ilegalmente em seu espaço aéreo e que agiu dentro de seus direitos. 

De acordo com declarações do procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, o líder cubano é acusado de conspiração para assassinar cidadãos americanos, além de duas acusações de destruição de aeronaves e quatro acusações de homicídio, com base em um processo aberto no distrito judicial de Miami em abril de 2022.

Por sua vez, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel descreveu a acusação apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA contra o ex-presidente cubano como uma "ação política".

"Esta é uma ação política, sem qualquer base legal, que busca apenas reforçar o caso que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba", escreveu o presidente em rede social.