A China rejeitou nesta quinta-feira (21) as acusações dos EUA contra o ex-presidente cubano Raúl Castro e pediu que Washington parasse de ameaçar a ilha "com o uso da força".
"A China se opõe firmemente a sanções unilaterais ilegais que não têm fundamento no direito internacional nem autorização do Conselho de Segurança da ONU", bem como à "manipulação abusiva de processos judiciais", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa.
O porta-voz afirmou que os Estados Unidos "devem parar de bradar ameaças de sanções e ações legais contra Cuba", ao mesmo tempo que "recorrem à ameaça de uso da força à menor provocação".
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou Castro e outros cinco oficiais cubanos por supostamente terem causado a morte de quatro pessoas, incluindo três cidadãos americanos, na queda de duas aeronaves em 1996. Havana mantém a versão de que os aviões entraram ilegalmente em seu espaço aéreo e que agiu dentro de seus direitos.
De acordo com declarações do procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, o líder cubano é acusado de conspiração para assassinar cidadãos americanos, além de duas acusações de destruição de aeronaves e quatro acusações de homicídio, com base em um processo aberto no distrito judicial de Miami em abril de 2022.
Por sua vez, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel descreveu a acusação apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA contra o ex-presidente cubano como uma "ação política".
"Esta é uma ação política, sem qualquer base legal, que busca apenas reforçar o caso que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba", escreveu o presidente em rede social.