O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou nesta quinta-feira (21) sobre o envio de um porta-aviões para o Caribe e a possível ligação dessa ação com sua política de pressão máxima contra Cuba, país que denunciou a crescente ofensiva de Washington, que inclui o bloqueio econômico contra a ilha e as medidas "genocidas" implementadas contra o povo cubano.
Questionado pela imprensa sobre se o porta-aviões tinha alguma relação com suas ações contra Havana, Trump declarou: "Não, de jeito nenhum. Veja bem, Cuba é um Estado falido. Todo mundo sabe que eles não têm eletricidade. Eles não têm dinheiro, eles realmente não têm nada."
Havana denuncia há décadas que o bloqueio econômico contra a ilha, como parte da política extraterritorial dos Estados Unidos, é justamente o que tem sistematicamente causado dificuldades aos cubanos em seu desenvolvimento normal como nação e, consequentemente, problemas de acesso a energia, alimentos, medicamentos e qualquer outro bem essencial para a vida cotidiana.
Políticas sufocantes
Segundo Trump, as dificuldades enfrentadas pelos cubanos são culpa do governo cubano e não das políticas sufocantes que Washington implementa para tentar derrubar governo cubano.
"Eles não têm comida, e nós vamos ajudá-los, e podemos ajudá-los porque as pessoas — porque, antes de mais nada, quero ajudá-los de forma humanitária — têm a população cubano-americana, grande parte dela vivendo em Miami e na Flórida", declarou o presidente dos EUA.
Desde janeiro de 2016, após a agressão contra a Venezuela e o posterior sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, o governo Trump intensificou sua política de agressão contra Cuba, chegando a ameaçar replicar as ações das tropas do Pentágono em Caracas para derrubar o alto comando cubano.
Cuba, por sua vez, continua a denunciar as contínuas violações do direito internacional e dos direitos humanos pelos EUA, após o endurecimento do bloqueio total contra Havana, a imposição de novas sanções contra a ilha e autoridades governamentais, e a implementação de um embargo energético contra a nação caribenha, que impactou negativamente seu sistema de fornecimento de eletricidade dependente do petróleo e outros setores principais, como turismo, saúde, educação, agricultura e transporte.