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Após ser ameaçada por Trump, Alemanha defende alinhamento com Washington

Em meio a tensões diplomáticas e ameaças de retaliação comercial, a Alemanha reafirma apoio aos EUA na contenção nuclear do Irã e tenta apaziguar o conflito com Donald Trump.
Após ser ameaçada por Trump, Alemanha defende alinhamento com WashingtonGettyimages.ru / Chen Mengtong / China News Service / VCG /

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, declarou –, em entrevista à Bloomberg, publicada nesta quinta-feira (7) –, que Berlim apoia o objetivo dos EUA de garantir que o Irã não obtenha armas nucleares.

Ele assegurou que as relações entre a Alemanha e Washington seguem "sólidas", apesar das tensões entre o presidente Donald Trump e o chanceler Friedrich Merz.

O chefe da diplomacia alemã classificou como um "mal-entendido" os comentários do chanceler Merz que provocaram uma rápida reação de Trump, que anunciou a retirada de 5 mil militares americanos da Alemanha.

"Infelizmente, foi um grande mal-entendido sobre o que ele [Merz] disse. Ele estava explicando a estudantes como é a situação. É claro que existe uma tentativa do Irã de humilhar o presidente dos EUA, e há o risco de que alguns observadores internacionais vejam dessa forma", afirmou Wadephul.

Relações de "máxima importância"

O ministro se disse confiante de que será encontrada uma solução para as recentes divergências entre os dois países sobre a retirada de tropas americanas e o possível cancelamento do envio à Alemanha de um contingente dos EUA equipado com armas de longo alcance. Ele disse que, apesar das fricções entre os líderes, as relações bilaterais continuam "sólidas".

"O chanceler e o presidente mantêm relações muito sólidas e, claro, às vezes surgem problemas, mas eles os tratam e os discutem. [...] Todas as reuniões que tiveram foram muito bem-sucedidas. E eles se falam frequentemente por telefone", ressaltou Wadephul.

"Eu diria que temos relações de longa data, muito boas, com os EUA. São de máxima importância para a Alemanha e, infelizmente, houve algumas irritações, mas nada além disso", indicou o diplomata.

  • As declarações de Wadephul ocorrem após o chanceler Friedrich Merz criticar o conflito dos EUA contra o Irã e sustentar que o país norte-americano estava sendo "humilhado" por Teerã.
  • Em resposta, Trump recomendou a Merz que "dedicasse mais tempo a consertar seu país destruído, especialmente em relação à imigração e energia, e menos tempo a interferir em quem está eliminando a ameaça nuclear iraniana".