
Alemanha reclama de falta de 'compromisso' dos EUA sobre fornecimento de mísseis Tomahawk

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, lamentou que os mísseis de cruzeiro Tomahawk, de fabricação americana, não devem ser entregues ao país europeu no momento. A declaração foi feita em entrevista à emissora ARD, exibida no domingo (3).

"Na minha opinião, a partir do momento atual, objetivamente não existe nenhuma possibilidade de os EUA entregarem sistemas de armas desse tipo", disse Merz. "Se não me engano, os próprios americanos não dispõem de unidades suficientes neste momento", acrescentou.
Segundo o chanceler, o tema vem sendo discutido há meses, "até agora sem um compromisso por parte dos EUA". Ele afirmou, no entanto, que a possibilidade ainda não foi descartada.
Durante uma cúpula da OTAN em 2024, o então presidente americano Joe Biden prometeu à Alemanha o novo envio de armas de médio alcance com ogivas convencionais ao país, pela primeira vez desde a Guerra Fria. A medida teria objetivo de dissuasão.
A promessa incluía o fornecimento, a partir de 2026, de mísseis Tomahawk, com alcance de até 2.500 quilômetros, além de mísseis SM-6 e armas hipersônicas de nova geração.
O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não se pronunciou publicamente sobre a decisão tomada pelo governo anterior, mas também não a revogou.
Redução de tropas dos EUA na Alemanha
As declarações de Merz ocorrem após Trump decidir retirar cerca de 5 mil soldados americanos da Alemanha nos próximos 6 a 12 meses.
"Vamos cortar muito, e o corte será muito maior que 5 mil", disse o presidente americano.
Autoridades dos EUA afirmaram, sob anonimato, que a medida sinaliza insatisfação de Trump com o nível de apoio oferecido pelos aliados europeus à ofensiva americana contra o Irã.
Enquanto isso, a mídia alemã informou que o Pentágono também cancelou o envio previsto de uma unidade responsável pela operação, manutenção e serviço de mísseis de médio alcance, dentro do plano de redução da presença militar dos EUA na Alemanha.

