
Disputa entre EUA e China atravessa importante artéria da América Latina; entenda

Um novo escândalo diplomático entre os Estados Unidos e a China eclodiu no Panamá após declarações do embaixador americano no país centro-americano, Kevin Marino Cabrera, contra a empresa Huawei e outras tecnologias do gigante asiático, as quais descreveu como "não confiáveis".
"Eu diria que não é uma tecnologia confiável e, se fosse, eles assinariam acordos como o de Budapeste, sendo que eles são um dos poucos países que não são signatários desse tratado", afirmou Cabrera em entrevista à mídia local no domingo (3). O diplomata sugeriu que o Panamá "não as utilize" e recomendou a opção por tecnologias de países que tenham aderido ao acordo.
Resposta da China

Em resposta, em comunicado, o porta-voz da Embaixada da China no Panamá acusou o diplomata americano de "carecer de senso comum". O comunicado lembrou que a Convenção de Budapeste, firmada em 2001 principalmente por países da União Europeia e pelos Estados Unidos, "não é um acordo de caráter global", visto que apenas 81 Estados integram o tratado.
A embaixada rejeitou de forma enfática as acusações sobre ciberataques e a falta de confiabilidade das empresas tecnológicas chinesas, destacando que Pequim sempre defendeu a segurança cibernética.
Este novo intercâmbio de acusações ocorre novamente em território panamenho, que tem se tornado um cenário recorrente das tensões entre Washington e Pequim, após a disputa envolvendo os portos do Canal do Panamá.
