
Alemanha alerta para 'vácuo' na defesa após cancelamento do envio de Tomahawks

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou na segunda-feira (5) que o cancelamento dos planos de implantar mísseis de cruzeiro norte-americanos Tomahawk em solo alemão cria uma lacuna na defesa que a Europa precisará compensar urgentemente.

O envio dos Tomahawk, além de outros sistemas como o SM-6 e o hipersônico Dark Eagle, havia sido pactuado entre os ex-presidente dos EUA, Joe Biden, e o ex-chanceler alemão Olaf Scholz.
A finalidade era garantir uma dissuasão integrada até que a Europa desenvolvesse autonomia tecnológica para sistemas de ataque de precisão em profundidade.
OTAN em xeque
A possível retirada da Alemanha de 5 mil militares americanos também gerou preocupação. Embora Pistorius tenha pedido calma e afirmado que a capacidade de dissuasão da OTAN não estaria em xeque, ele ressaltou que ainda não há confirmação oficial da saída das tropas.
O movimento reflete a tendência de Washington em redirecionar esforços para a região do Indo-Pacífico, diminuindo a presença no continente europeu.
Para mitigar esse cenário, uma coalizão de países, incluindo Alemanha, França, Reino Unido, Polônia, Itália e Suécia, anunciaram intenção de trabalhar no desenvolvimento conjunto de mísseis de médio e longo alcance.
