
Hezbollah rejeita acusações de Netanyahu e alerta para 'perigo extremo'

O Hezbollah rejeitou neste domingo (26) as declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que acusou o movimento de supostamente minar o cessar-fogo.

"O Hezbollah condena as declarações de Benjamin Netanyahu e alerta com firmeza para o perigo extremo de sua tentativa de envolver as autoridades libanesas em um acordo bilateral entre ele e Washington, D.C., sobre o qual o Líbano não teve voz nem posição", afirmou o grupo.
De acordo com o comunicado, os ataques contra alvos em Israel constituem uma "resposta legítima" às violações do cessar-fogo por parte de Tel Aviv. O texto detalha que essas infrações já teriam ultrapassado 500 ocorrências por terra, mar e ar, incluindo "bombardeios e destruição de casas", além de terem provocado "dezenas" de mortos e feridos.
Defesa para proteger sua terra
O Hezbollah ainda afirmou que a extensão da trégua por mais algumas semanas deveria levar a um cessar real das agressões, segundo as autoridades libanesas. Contudo, na prática, Israel "intensificou seus ataques", desrespeitando "todas as leis e convenções internacionais".
Da mesma forma, acusaram autoridades de manterem silêncio diante das agressões e exigiram "uma explicação clara" sobre o acordo com Israel que, segundo eles, lhe dá "liberdade para atacar, destruir e matar".
Diante disso, o movimento alertou que a continuidade dos ataques e da "ocupação" de território libanês "será enfrentada com resistência e defesa para proteger sua terra e seu povo".
"Não vamos esperar nem apostar em uma diplomacia fracassada que já demonstrou seu insucesso", declararam. "Os filhos desta terra são a verdadeira garantia para enfrentar essa agressão e repelir a ocupação."

