Notícias

Trump anuncia extensão de cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanas

Medida foi divulgada nesta quinta-feira (23) após reunião na Casa Branca com representantes dos dois países.
Trump anuncia extensão de cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanasGettyimages.ru / Muhammed Emin Canik/Anadolu

O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (23) a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A declaração foi feita na rede Truth Social, após reunião na Casa Branca com representantes de alto nível dos dois países.

Segundo Trump, o encontro no Salão Oval contou com a presença do vice-presidente JD Vance, do secretário de Estado Marco Rubio e de diplomatas americanos. "A reunião foi muito bem", afirmou, acrescentando que os EUA vão trabalhar com o Líbano "para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah".

O presidente também indicou a intenção de manter o diálogo diplomático nas próximas semanas. "Espero, em breve, receber o primeiro-ministro de Israel, Bibi Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun", escreveu, classificando o encontro como "histórico".

A extensão do cessar-fogo ocorre em meio a esforços para evitar uma nova escalada de tensões na fronteira entre os dois países. Trump destacou que foi "uma grande honra participar" das negociações, reforçando o papel de Washington como mediador no processo.

  • Nas últimas semanas, o Líbano enfrentou sucessivos ataques israelenses, com destaque para a intensa operação de 8 de abril, quando mais de 100 ataques aéreos coordenados em apenas 10 minutos atingiram dezenas de locais no sul do país.
  • Desde o início da escalada, os ataques israelenses resultaram em mais de 2.000 mortos, cerca de 7 mil feridos e o deslocamento forçado de mais de 1 milhão de pessoas.
  • Apesar de Israel ter se comprometido a um cessar-fogo, a imprensa libanesa noticiou que os ataques persistiram. O movimento libanês Hezbollah prometeu responder às violações e manter seus combatentes mobilizados. 
  • O impacto humanitário é grave: destruição de casas, pontes e infraestrutura, colapso parcial do sistema de saúde (com dezenas de hospitais e centros de saúde danificados ou fechados), falta de acesso a água e eletricidade, além de milhares de pessoas ainda vivendo em abrigos superlotados.