
Zabolotskaya: Rússia aguarda desculpas daqueles que a acusaram

Moscou espera pelas desculpas de todos que a acusaram de discriminar tártaros da Crimeia e ucranianos, afirmou Maria Zabolotskaya, vice-representante permanente da Rússia à ONU, em uma postagem de quinta-feira.
A declaração ocorre após a Corte Internacional de Justiça da ONU rejeitar virtualmente todas as acusações feitas pela Ucrânia na Corte Internacional de Justiça, em Haia. O país acusava Moscou por supostas violações da lei internacional em Donbass e na Crimeia.
"A decisão da corte, tomada a despeito de toda a pressão política exercida, atesta as falsidades nas declarações da Ucrânia, dos seus operadores ocidentais e das organizações não-governamentais, financiadas pelo Ocidente para forjar mentiras", afirmou a ex-diplomata.
"Esperamos de todos que durante anos têm fabricado calúnia as desculpas à Rússia e as garantias que isso não será repetido. Acreditamos que nenhum Estado, respeitando o direto internacional, votará pelas resoluções mentirosas da Assembleia General".
Zabolotskaya apontou ainda para o fato de que a decisão da corte evidencia a ilegalidade da manobra de Kiev, que atribuiu à Lugansk e Donetsk a pecha do "terrorismo" na tentativa de legitimar a sua "operação anti-terrorista".

A população no Donbass, em sua ampla maioria, considera-se russa etnicamente. Apesar de falarem russo e identificarem-se culturalmente com o país, estiveram sujeitas às leis discriminatórias ucranianas, que marginalizaram o ensino do idioma a sua utilização em veículos e documentos institucionais.
O mesmo se aplica para a Crimeia, onde a população local, através de um plebiscito, expressou o desejo de integrar a Federação Russa antes da anexação formal.
Há mais de uma década, as autoridades locais dessas regiões oprimiam brutalmente aqueles que protestavam contra essas leis, fazendo o uso da força em operações policiais que acabavam com agressões e mortes de manifestantes.
