
Moraes libera contas de Monark em redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou judicialmente, nesta sexta-feira (7), o desbloqueio das contas do influenciador Bruno Aiub, o Monark, em 17 plataformas digitais. As redes sociais travadas desde junho de 2023, no âmbito das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.
Moraes afirmou que, com o avanço das investigações, não há mais necessidade de manter o bloqueio, mas destacou que as parcelas consideradas ilícitas devem ser removidas. Monark é investigado por incitar crimes, propagar desinformação e promover discursos de ódio contra o Estado Democrático de Direito.

Caso o influenciador cometa novamente infrações nas redes sociais, ele será obrigado a pagar uma multa diária de R$ 20 mil por cada postagem irregular. A Polícia Federal constatou que o influenciador tentou lucrar com a reprodução de material proibido, caracterizando crime de desobediência à ordem judicial.
Enquanto Alexandre de Moraes liberou as contas da Monark após quase um ano de bloqueio, Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato e ex-deputado federal, criticou a decisão inicial. Ele apontou que o bloqueio foi baseado em informações da AEED/TSE, órgão sem legitimidade para atuar como "PGR pessoal" de Moraes, e que o Marco Civil da Internet não autoriza o bloqueio de contas inteiras, apenas de conteúdos específicos. A declaração foi feita por meio de uma publicação.
Deltan também destacou que Monark nunca foi denunciado pela PGR, constatando ausência de crimes, e questionou se o desbloqueio foi influenciado pela visita do relator de liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos ao Brasil. Para ele, o caso reflete perseguição política e censura.
"Quem agora vai corrigir a injustiça que ele sofreu por anos nas mãos de Moraes?", escreveu no X.
