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Ministério Público do Paraguai acusa formalmente Santiago Peña e pede sua prisão preventiva

Santiago Peña é acusado de abuso de confiança em investigação sobre banco que afetou milhões de clientes; ex-presidente do Banco Central também foi denunciado.
Ministério Público do Paraguai acusa formalmente Santiago Peña e pede sua prisão preventivaRedes sociais / Santiago Peña

O Ministério Público do Paraguai apresentou acusações formais contra o ex-presidente Santiago Peña e pediu sua prisão preventiva no âmbito do escândalo financeiro do Ueno Bank. Peña responde por abuso de confiança e administração em benefício próprio, após ter sido destituído da Presidência pelo Senado paraguaio e detido em meio à crise bancária.

O ex-presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, também foi formalmente acusado pelos mesmos crimes, além de falsificação de documentos públicos. Os promotores solicitaram sua prisão preventiva. As medidas foram anunciadas após os dois prestarem depoimento à Procuradoria-Geral.

As acusações contra Peña envolvem seus antigos vínculos acionários com o grupo empresarial controlador do Ueno Bank, a nomeação de Carvallo para comandar o Banco Central e a aplicação de aproximadamente US$ 355 milhões do Instituto de Previdência Social (IPS) na instituição financeira, em operações cujos limites legais foram questionados.

Os denunciantes afirmam que as autoridades do Banco Central conheciam os problemas financeiros do Ueno Bank desde abril de 2026, mas não adotaram a tempo as medidas necessárias para evitar a crise. Peña rejeitou as acusações de irregularidades.

A investigação também envolve outras 27 pessoas formalmente acusadas, incluindo oito ex-diretores do Ueno Bank. Elas respondem por crimes como abuso de confiança, tentativa de fraude, conduta irregular em situações de crise e descumprimento da obrigação de manter livros contábeis.

A crise do Ueno Bank começou após a intervenção do Banco Central diante dos problemas financeiros da instituição. A paralisação das operações afetou cerca de 2,9 milhões de clientes, incluindo brasileiros que ficaram com dinheiro bloqueado no Paraguai. O governo anunciou medidas para devolver os recursos aos correntistas.

O pedido de prisão preventiva representa um novo desdobramento judicial do caso. Peña já estava detido e havia sido transferido de sua residência para uma instalação militar após confrontos entre manifestantes e policiais. A nova solicitação do Ministério Público deverá ser analisada pela Justiça.