
Fim de semana de protestos na França começa com mais de 500 detidos

Pelo menos 565 pessoas foram detidas no último sábado em toda a França durante o terceiro dia de protestos contra o alto custo de vida, conforme números do Ministério do Interior e da Chefia de Polícia divulgados pela imprensa local.

O ministro do Interior francês, Laurent Núñez, afirmou que as marchas "ocorreram sem problemas", mas denunciou "uma violência sem precedentes" de grupos de "vândalos" contra a polícia.
Segundo as mesmas fontes, pelo menos cinco agentes de segurança ficaram feridos nos confrontos.
- As manifestações reuniram estudantes do ensino médio e universitário, sindicatos e participantes do movimento "coletes amarelos", unidos pela indignação com as desigualdades crescentes e as políticas do governo de Emmanuel Macron.
- Os estudantes protestam há um mês contra prédios escolares negligenciados, falta de professores e um sistema de admissão universitária considerado injusto. As mobilizações provocaram uma resposta progressivamente repressiva do governo francês, que estabeleceu reforços no contigente policial, toques de recolher em cidades determinadas e proibição de protestos convocados por entidades não-sindicais.
Os confrontos eclodiram ao final das marchas pacíficas, quando manifestantes encapuzados e vestidos de preto arrancaram pedras do pavimento com martelos e as lançaram contra policiais na capital. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e granadas atordoantes.
Um oficial foi atingido por coquetel molotov em Paris, incidente descrito por Núñez como "tentativa de assassinato".
Protestos semelhantes ocorreram simultaneamente em outros países europeus. Na Alemanha, a polícia utilizou canhões de água em Frankfurt, Colônia e Hamburgo após jovens atirarem fogos de artifício e pedras contra as forças de segurança.
