Protestos massivos na França e na Alemanha marcam mais um final de semana de tensão na Europa

Neste sábado, França e Alemanha registram protestos em massa contra o alto custo de vida. As forças policiais foram mobilizadas para garantir a segurança e a ordem pública, em uma medida preventiva semelhante à adotada durante as manifestações de 17 de outubro em várias cidades francesas.
31/10 départ du cortège étudiants à Paris porte de Bagnolet #31octobre https://t.co/W3dq6EzzeF
— Charli☀️🦎 (@CharliB97783485) October 31, 2026
A insatisfação se aprofunda
Pelo terceiro sábado consecutivo, os "coletes amarelos" e coletivos estudantis do ensino médio voltaram a se mobilizar em todo o país. Cerca de 15 mil pessoas participam dos protestos na França neste sábado, segundo estimativas do Ministério do Interior francês.
🔴🟢 ALERTE | ‼️ 🇫🇷 🔅 Des unités de maintien de l’ordre et des équipes antiterroristes sont déployées en nombre à Paris avant les manifestations prévues aujourd’hui pour Halloween. https://t.co/lOrXmQleUH
— Leon Mathieu Bernard 🇫🇷 (@leon_berna3343) October 31, 2026
Cerca de 70 mil policiais e agentes de segurança foram mobilizados nos arredores da capital. O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, alertou para um "risco muito alto" de distúrbios, especialmente com a chegada da noite de Halloween.
Un groupe de policiers encerclés par des manifestants est contraint de fuir. Des manifestants jettent des lacrymogènes sur des policiers.#31octobre https://t.co/pnETzyLOki
— Optimus Prime 🇨🇮 (@IssiakaP225) October 31, 2026
🔴 À Brest, comme partout en France, une foule immense manifeste ce samedi 31 octobre Partout en France, des manifestations de masse se déroulent pour exiger qu'Emmanuel Macron réponde aux revendications du mouvement, ou démissionne : blocage des prix, abrogation de Parcoursup, hausse des salaires, inscription au budget des 10 milliards d'euros nécessaires pour répondre aux revendications des lycéens et des étudiants. Lycéens, étudiants, salariés, fonctionnaires : tous les secteurs de la société sont mobilisés autour des revendications et pour dénoncer le pourrissement, la répression et le chaos générés par Macron et le gouvernement. À Paris, Jean-Luc Mélenchon est présent ainsi qu'une large délégation insoumise.
— L'insoumission (@L_insoumission) October 31, 2026
A imprensa francesa informou que Lyon registrou confrontos entre manifestantes e forças de segurança, que reagiram com gás lacrimogêneo. Alguns participantes tentaram romper o cordão de isolamento e seguir em direção ao centro da cidade. Incidentes também foram registrados em Toulouse, Marselha e Rennes.
🚨🇫🇷💥 ALERTE INFO | Premières tensions à Toulouse lors de la manifestation du 31 octobre. Des jets de projectiles et l’usage de gaz lacrymogènes sont signalés sur place. https://t.co/61wD8rwsyl
— Novia News (@NoviaNewsGroup) October 31, 2026
As mobilizações surgem em um contexto de endurecimento do governo francês. Em 22 de outubro, o presidente Emmanuel Macron anunciou a proibição de manifestações não sindicais.
Após reviravoltas judiciais, as autoridades acabaram autorizando a realização de marchas longe dos centros urbanos neste sábado. Em Paris, por exemplo, foi aprovado um percurso pela periferia da capital.
🔴 À Paris, des centaines de manifestants retardataires descendent plusieurs stations en amont, préférant rejoindre le cortège à pied, en raison de l'affluence sur la ligne 3 du métro, qui mène à la porte de Bagnolet, point de départ du parcours. #31octobre #France #Halloween https://t.co/xYP2jt5dso
— Simon Marseille (@S_Marseil) October 31, 2026
A porta-voz do sindicato estudantil, Sabrine Kharbach, acusou o governo de querer "proibir as manifestações todas as semanas". Durante um discurso na concentração em Paris, ela declarou: "Querem proibir as marchas que sempre foram pacíficas. Vamos provar que estão errados [...] e que as nossas demandas são legítimas".

O que está acontecendo na Alemanha?
Na Alemanha, uma coalizão informal de grupos autodenominada 'Gen Z regelt' (A Geração Z está resolvendo) convocou a população a sair às ruas em mais de 30 cidades. Entre as reivindicações estão mais investimentos em escolas, proteção climática e habitação, além da rejeição a qualquer plano de retomada do serviço militar obrigatório.
#Berlin, #Berlinprotest, #GenZregelt 31 October 2026 Platz des 18. März https://t.co/v0epT4XlMG
— FrontierTrip (@FrontierTrip) October 31, 2026
Em Berlim, a concentração no Portão de Brandemburgo deve reunir cerca de 10 mil pessoas — principalmente alunos, estudantes e seus pais. As forças de segurança destacaram 1.500 agentes extras para prevenir incidentes; até o momento, a presença é de aproximadamente 5 mil manifestantes.
Zum Jugendwort des Jahres hat es der Ausruf nicht geschafft, auf der #GenZregelt Demo in #Köln sind die Rufe gegen Kanzler Friedrich #Merz aber sehr präsent. Vertreter verschiedener linker und studentischer Gruppen reden gerade. Die Veranstalter hoffen auf 15.000 Teilnehmer. https://t.co/WNScspaMjf
— Philip Buchen (@Philip_Buchen) October 31, 2026
🇩🇪 Gen-Z-Protest in Köln: Menschen versammeln sich vor dem Dom In Köln laufen die Vorbereitungen für eine größere Demonstration der Initiative „Gen Z regelt“. Aufnahmen zeigen bereits eine Menschenmenge vor dem Kölner Dom. Die Proteste sind bundesweit in 34 Städten geplant. Die Teilnehmer wollen unter anderem für bessere Bedingungen in Bildung und Gesundheit sowie mehr Klimaschutz demonstrieren. Außerdem richtet sich die Bewegung gegen eine mögliche Wehrpflicht. Für Köln werden bis zu 15.000 Teilnehmer erwartet. Die Polizei hat ihre Sicherheitsmaßnahmen verstärkt. Auch Geschäfte schützen vorsorglich ihre Schaufenster vor möglichen Zwischenfällen. Damit rücken die politischen Forderungen der jungen Generation erneut in den öffentlichen Fokus. Besonders die Themen Wehrpflicht, Bildung und Zukunftsperspektiven könnten die Debatte in Deutschland weiter prägen. Quellen: Kölner Stadt-Anzeiger, Lion Leonidas (31. Oktober 2026)
— Laura 🇩🇪 (@1980Aktuell) October 31, 2026
Grandes manifestações também foram convocadas em Colônia, onde são esperadas mais de 15 mil pessoas, Munique, Frankfurt e Hamburgo, entre outras 30 cidades.
LEIA MAIS: Entenda o que está por trás da onda de protestos incendiários de estudantes na França
