Melania Trump comentou neste sábado a missão humanitária realizada com sua ajuda para salvar os moradores de Alyoshki, cidade russa localizada na província de Kherson, na linha de frente do conflito.
"Esperança de uma paz sustentável. Alyoshki demonstra que podemos colocar a humanidade acima da guerra. Juntos, podemos construir um planeta em paz, um mundo cheio de promessas para os nossos filhos", escreveu em uma publicação no X.
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Operação humanitária
A missão humanitária na cidade russa de Alyoshki foi concluida na sexta-feira (30) e teve como objetivo facilitar a retirada de moradores e distribuir ajuda humanitária.
Os habitantes de Alyoshki puderam deixar a cidade, que enfrenta uma crise humanitária em razão dos constantes ataques militares ucranianos.
A defensora dos Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantratova, que liderou nesta sexta-feira o grande comboio de ajuda humanitária com destino a Alyoshki, afirmou que, durante a retirada, os moradores puderam escolher se queriam ir para a Rússia ou para a Ucrânia.
Uma cidade sob cerco de Kiev
- A evacuação e a entrega de ajuda humanitária estão sendo realizadas durante um cessar-fogo temporário entre Moscou e Kiev, coordenado com a participação daprimeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. A operação é acompanhada pelos comissários de direitos humanos da Rússia e da Ucrânia.
- Anteriormente, moradores locais relataram à RT que, desde maio, os produtos não chegam a Alyoshki, em meio à escassez de alimentos. "Não temos comida, água nem lenha para o inverno. (...) Você vai dormir pensando se amanhã vai comer ou não, porque hoje não comeu. E amanhã também não vai comer: fazer o quê?", contou um morador.
- A cidade estava constantemente sob ataques de drones, acrescentou outro morador. "Nossa casa foi atingida três vezes. As janelas e as portas foram destruídas. À noite, você vai dormir (...) e tudo fica zumbindo: pronto, lá vem aquele maldito drone", lamentou.
- Além disso, as Forças Armadas da Ucrânia minaram as estradas da região com drones. Por dia, eram lançadas entre sete e 36 minas em diferentes trechos das vias, afirmou o chefe do distrito municipal de Alyoshki, Ruslan Khomenko. Kiev chegou a atacar até mesmo aqueles que transportavam ajuda humanitária.