
VÍDEO: Exército russo desmina estradas para permitir a chegada de ajuda humanitária a Alyoshki

O Exército russo continua desativando minas instaladas pelas forças ucranianas nas estradas de acesso à cidade de Alyoshki, localizada na margem esquerda do rio Dnepr, na região de Kherson. A informação foi divulgada pelo Ministério da Defesa da Rússia.
Os militares envolvidos na operação integram unidades de engenharia e de sapadores do agrupamento de tropas Dnepr.
Eles trabalham para garantir a segurança das rotas de acesso à cidade, facilitando a entrega de ajuda humanitária e a evacuação de civis.
"A principal tarefa é limpar as estradas de artefatos explosivos para que um comboio com ajuda humanitária possa passar com segurança", explicou um dos soldados russos.
"A concentração de minas nesta área é muito alta. A maioria é de fabricação estrangeira. Nós as destruímos no local e continuamos avançando", acrescentou.
A maioria dos artefatos explosivos e das minas, em grande parte de fabricação ocidental, é lançada ou instalada por drones ucranianos.
O Ministério da Defesa da Rússia afirma que esses dispositivos são projetados de tal forma que sua desativação é praticamente impossível.

Em uma das estradas de acesso a Alyoshki, os militares russos encontraram um projétil de morteiro de alto explosivo e fragmentação de 60 milímetros, desenvolvido para uso em morteiros que seguem os padrões da OTAN.
Especialistas em desminagem alertam que esse tipo de munição representa um risco particular para a população civil, pois pode explodir com a menor perturbação mecânica.
Uma cidade sob cerco
Há sete meses, os produtos deixaram de chegar a Alyoshki, relataram moradores ao correspondente de guerra da RT, Philipp Prokudin.
Em meio à escassez de alimentos, alguns habitantes locais sobrevivem consumindo conservas caseiras.
"Nem comida, nem água, nem lenha para o inverno... Você vai dormir e fica pensando se amanhã vai comer ou não, porque hoje você não comeu. E amanhã também não come: fazer o quê, azar o seu", explicou um morador à RT.
O chefe do distrito municipal, Ruslan Khomenko, afirmou que as forças ucranianas lançam entre 7 e 36 minas por dia em diferentes trechos das estradas.
De acordo com ele, Kiev também ataca pessoas que transportam ajuda humanitária.
A cidade está constantemente sob ataques de drones, denunciou outro morador. "Nossa casa foi atingida três vezes. As janelas e portas foram arrancadas. À noite, você tenta dormir... e tudo começa a zumbir: pronto, lá está aquele maldito drone", relatou.
Por sua vez, as forças russas começaram a implementar um cessar-fogo na cidade há dois dias, às 4h da madrugada, pelo horário de Moscou, no âmbito de uma operação humanitária internacional.
