Notícias

Kremlin divulga detalhes da trégua em Alyoshki, mediada por Melania Trump

Moscou "acolhe com satisfação os esforços" da primeira-dama dos EUA, que "contribuiu significativamente" para a concretização do acordo, afirmou o porta-voz da presidência russa.
Kremlin divulga detalhes da trégua em Alyoshki, mediada por Melania TrumpHeather Diehl / Gettyimages.ru

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou a trégua humanitária alcançada na cidade russa de Alyoshki, na província de Kherson, que está bloqueada por Kiev e sujeita a constantes ataques contra a população civil.

Em declarações à imprensa, Peskov afirmou que Moscou "acolhe com satisfação os esforços" da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, que "contribuiu significativamente" para a obtenção do acordo.

"Com o envolvimento direto da Sra. Trump, um trabalho importante foi realizado" pelos comissários de direitos humanos da Rússia e da Ucrânia, observou.

O exército está coordenando o cronograma do cessar-fogo para garantir que a operação humanitária possa prosseguir, explicou Peskov. Todos os moradores que desejarem deixar a área poderão fazê-lo, embora as datas de início e término da evacuação ainda não tenham sido definidas, acrescentou.

"Nem comida, nem água, nem lenha"

Mantimentos não chegam a Alyoshki desde maio de 2026, relataram moradores ao correspondente de guerra da RT, Philipp Prokudin. Em meio à escassez de alimentos, alguns habitantes locais sobrevivem consumindo conservas caseiras.

"Nem comida, nem água, nem lenha para o inverno... Você vai dormir e fica pensando se amanhã vai comer ou não, porque hoje você não comeu. E amanhã também não come: fazer o quê, azar o seu", explicou um morador à RT.

As Forças Armadas da Ucrânia instalam minas nas estradas usando drones. Por dia, são lançadas entre 7 e 36 minas em diferentes trechos da via, informou o chefe do distrito municipal de Alyoshki, Ruslan Khomenko. Kiev ataca, inclusive, aqueles que transportam ajuda humanitária.

A cidade está constantemente sob ataques de drones, acrescentou um dos moradores. "Nossa casa foi atingida três vezes. As janelas e portas foram arrancadas. À noite, você tenta dormir... e tudo começa a zumbir: pronto, lá está aquele maldito drone", relatou.