
Cessar-fogo humanitário é acordado em Alyoshki com mediação de Melania Trump

A Casa Branca informou que, com a mediação da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, foi acordado um cessar-fogo humanitário na cidade russa de Alyoshki, na província de Kherson — localidade bloqueada por Kiev e submetida a constantes ataques contra a população civil.
O cessar-fogo localizado terá início no próximo dia 29 de outubro.

"Ambas as partes concordaram em suspender temporariamente toda ação militar em Alyoshki a fim de permitir a entrada de ajuda humanitária e preparar a evacuação da população civil por meio de um corredor seguro designado", diz o comunicado publicado nesta sexta-feira (23).
O órgão informou que Melania e seu representante trabalharam diretamente com Moscou e Kiev para definir as condições de um cessar-fogo localizado.
"A situação em Alyoshki é desesperadora. Alyoshki é uma cidade em guerra, na linha de frente, à beira de um desastre. A população que permanece no local é composta, em sua maioria, por idosos que necessitam urgentemente de atendimento médico, medicamentos, alimentos e água potável", ressaltou a primeira-dama.
Melania declarou que a população "tem acesso limitado à eletricidade, vive em meio a vias minadas e enfrenta ataques militares constantes".
"Ficou absolutamente claro que, sem a minha intervenção, teria sido impossível levar ajuda humanitária à cidade e evacuar os idosos", afirmou.
Na terça-feira (20), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que Kiev atacou a cidade mais de 700 vezes em apenas uma semana. Às agressões constantes, somam-se o extermínio de moradores locais e uma catástrofe humanitária, uma vez que a população sofre com a escassez de alimentos e medicamentos, e o acesso à ajuda torna-se cada vez mais difícil.
"Nem comida, nem água, nem lenha"
Mantimentos não chegam a Alyoshki desde maio de 2026, relataram moradores ao correspondente de guerra da RT, Philipp Prokudin. Em meio à escassez de alimentos, alguns habitantes locais sobrevivem consumindo conservas caseiras.
"Nem comida, nem água, nem lenha para o inverno... Você vai dormir e fica pensando se amanhã vai comer ou não, porque hoje você não comeu. E amanhã também não come: fazer o quê, azar o seu", explicou um morador à RT.
As Forças Armadas da Ucrânia instalam minas nas estradas usando drones. Por dia, são lançadas entre 7 e 36 minas em diferentes trechos da via, informou o chefe do distrito municipal de Alyoshki, Ruslan Khomenko. Kiev ataca, inclusive, aqueles que transportam ajuda humanitária.
A cidade está constantemente sob ataques de drones, acrescentou um dos moradores. "Nossa casa foi atingida três vezes. As janelas e portas foram arrancadas. À noite, você tenta dormir... e tudo começa a zumbir: pronto, lá está aquele maldito drone", relatou.

