Apesar de o PT ter protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as autorizações para a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva, nenhum dado foi divulgado até o momento, segundo informou o portal Poder360.
Os dados continuam em sigilo no Banco Central, na Receita Federal e nas operadores de telefone, pois os documentos até agora protocolados são apenas procurações que autorizam o acesso.
O desejo da campanha de Lula é de que o ministro André Mendonça solicite as informações às fontes oficiais e as divulgue integralmente em um site publico. O magistrado, contudo, afirma que a renúncia ao sigilo independe de ordem judicial, e que, desta forma, os candidatos podem divulgar o que bem entenderem por conta própria.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que só aceitaria o desafio de Lula de também abrir os seus sigilos caso Lula aceitasse algumas condições.
O ministro Mendonça ainda deverá analisar se aceitará solicitar as quebras de sigilos e também intimar Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo. A campanha de Lula afirmou que recorrerá ao plenário do TSE caso o pedido seja negado.
Além de Lula, a petição da sua campanha pede a quebra do sigilo de:
- Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha;
- Renata de Abreu Moreira, mulher de Lulinha;
- Paulo Tarciso Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula;
- Rosangela Lula da Silva, a Janja, primeira-dama;
- Instituto Luiz Inácio Lula da Silva, incluído por exigência de Flávio Bolsonaro;
- Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula;
- Maria Beatriz Lula da Silva de Miranda, Thiago Trindade Lula da Silva e Ashtar Alexandre Soncini Lula da Silva, familiares do presidente que aderiram voluntariamente à petição.