
Em resposta à Flávio, campanha de Lula vai ao TSE para protocolar abertura de sigilos

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a autorização para abertura de sigilos exigida por Flávio Bolsonaro (PL). A medida ocorre após o senador apresentar uma série de condições para aceitar o desafio do petista sobre a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas dos dois candidatos.

"Nós viemos aqui hoje 11 horas da manhã, protocolar ofício e requerimento do presidente Lula dizendo que aceitava todas as condições do candidato Flávio Bolsonaro", declarou Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula e líder do PT no Senado.
Também compareceram ao TSE o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, e a deputada federal Camila Jara (PT-MS).
Exigências de Flávio
Flávio informou ao TSE que aceitaria abrir seus sigilos, mas condicionou a medida ao atendimento de uma série de exigências.
Entre os pedidos, o senador incluiu a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência, informações sobre a agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva e a abertura do sigilo do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
A campanha do presidente afirmou aceitar todas as condições apresentadas pelo adversário e desafiou Flávio a disponibilizar os próprios dados.
Disputa dos sigilos
A controvérsia começou durante o debate presidencial promovido pela TV Band. Na ocasião, Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos após ouvir acusações de corrupção feitas pelo adversário.
O presidente protocolou no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF) um documento autorizando a abertura de seus próprios sigilos e dos de familiares, desde que o candidato do PL adotasse a mesma medida.
A proposta prevê que os dados sejam disponibilizados publicamente, por meio da plataforma DivulgaCandContas ou de outro portal eletrônico de acesso público.
"É importante que abra antes das eleições para que o povo brasileiro possa saber quem é quem e poder tomar sua decisão domingo nesse país", afirmou Camilo Santana, defendendo que a divulgação ocorra antes do segundo turno.

