Notícias

Após desafio de Lula, Flávio apresenta condições para abrir sigilos

Senador apresentou exigências que incluem abertura de sigilos de empresas de familiares do presidente, gastos do cartão corporativo e registros de reuniões no Planalto.
Após desafio de Lula, Flávio apresenta condições para abrir sigilosGettyimages.ru / Tuane Fernandes/NurPhoto

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta ao desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, para queambos abram sigilos bancários junto à Justiça. A informação foi publicada pelo portal g1 nesta quarta-feira (21).

Flávio afirmou aceitar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, mas condicionou a medida à adoção de procedimentos semelhantes pelo petista.

Na véspera, Lula havia protocolado documento no TSE autorizando a abertura de seus sigilos e dos familiares, desde que houvesse reciprocidade do adversário. A defesa de Flávio classificou a proposta como uma "promessa vazia" e uma "quebra para inglês ver", sob o argumento de que eventuais irregularidades poderiam envolver terceiros e empresas.

Entre as exigências apresentadas pelo senador estão a abertura de dados de empresas ligadas a familiares de Lula, incluindo negócios de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras, desde 2003.

Flávio também pede informações de registros de visitantes do Palácio do Planalto. A lista inclui ainda dados sobre a lobista Roberta Luchsinger, o sindicalista Frei Chico, irmão do presidente, e gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023.

A petição solicita que o TSE intime Lula a informar se aceita as condições. Caso o presidente recuse, Flávio pede que a negativa seja registrada no processo. "Quem não deve, não recorta", argumenta o senador no documento.

Flávio nega vínculo societário com empresa

Na mesma petição, Flávio negou ser sócio, administrador ou beneficiário da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, seu amigo e alvo de apurações sobre lavagem de dinheiro, fraudes no INSS (Operação Sem Desconto) e movimentações financeiras atípicas.

O senador afirmou não possuir dados bancários ou fiscais da companhia.

Flávio foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da empresa, cujo proprietário é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.