
Irmã de Kim Jong-un critica 'idiotas' de Seul: 'enfrentarão a situação mais horrível e angustiante'

A irmã do líder supremo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e chefe do Departamento Geral do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, Kim Yo-jong, lançou uma nova advertência a Seul, afirmando que suas autoridades enfrentarão a "situação mais horrível e angustiante" se persistirem em sua ingerência. A mensagem da alta autoridade foi divulgada pela agência KCNA.

Por meio de um comunicado, Kim Yo-jong respondeu a Kim Byung-joo, assessor especial do presidente da Coreia do Sul para assuntos de política de defesa. Em 21 de outubro, ele criticou os planos de Pyongyang de mobilizar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira como medida "preventiva" e se dirigiu à dirigente norte-coreana em termos depreciativos.
"Um cachorro assustado tem que latir"
"Esses imbecis — sem vergonha, insensatos, irracionais e ilógicos —, que culpam os outros mesmo depois de sofrerem baixas em incidentes provocados por eles mesmos e que se intrometem descaradamente nos assuntos internos alheios, não recorrem a nada além de argumentos absurdos e forçados sempre que questionam nossas legítimas contramedidas", denunciou Kim.
"É muito provável que essas palhaçadas absurdas continuem por algum tempo. Afinal, um cachorro assustado tem que latir, nem que seja apenas para tentar salvar um pouquinho de sua reputação patética e miserável", acrescentou.
Suas críticas se direcionaram ao governo do atual presidente sul-coreano, Lee Jae-myun. "Já lidei com os governos tanto de Moon Jae-in quanto de Yoon Suk-yeol, mas nunca vi um grupo tão tolo e absolutamente patético quanto o que se juntou ao atual governo. Os funcionários do Gabinete Presidencial e do Governo são, sem exceção, cópias uns dos outros: todos eles, uns completos idiotas", afirmou.
"Tenham cuidado com suas palavras"
A alta autoridade norte-coreana também abordou os planos de seu país diante do comportamento "vergonhoso" de seu vizinho. "Dentro do nosso território soberano, a construção de fortificações fronteiriças permanentes continuará, em consonância com nossos objetivos", assegurou.
"Dirijo uma severa advertência àqueles que persistem em obstruir nossos esforços para proteger o perímetro do nosso próprio 'quintal'; àqueles que se gabam de 'respostas militares' e agem com uma arrogância temerária. [...] Se continuarem com sua tagarelice incessante, suas críticas constantes e suas posturas absurdas, as atuais autoridades governantes enfrentarão a situação mais horrível e angustiante que se possa imaginar", afirmou.
"Isso não é uma ameaça: é uma advertência clara e inequívoca [...] Eu os advirto mais uma vez: compreendam a gravidade da situação e tenham cuidado com suas palavras e seus atos", concluiu a irmã do líder da RPDC.

