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Soberania: imprensa norte-coreana repercute fala de Lula contra exigências dos EUA em terras raras

O jornal classificou as demandas do governo Trump como de "caráter mafioso" e destacou a defesa de Lula da soberania brasileira sobre seus recursos minerais.
Soberania: imprensa norte-coreana repercute fala de Lula contra exigências dos EUA em terras rarasLegion-media.ru / VCG/ VCG / GettyImages / ZUMA Press, Inc

O jornal norte-coreano Pyongyang Times repercutiu uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra as exigências do governo de Donald Trump na área de minerais críticos.

Publicada em 25 de setembro, a notícia destacou a rejeição de Lula às condições apresentadas por Washington. "O presidente brasileiro rejeitou firme e imediatamente a exigência de caráter mafioso dos EUA pelos principais recursos minerais de seu país", escreveu o jornal.

Na sequência, o veículo enfatizou a defesa da soberania brasileira sobre seus recursos minerais. Segundo a publicação, Lula considerou "intolerável que qualquer país reivindique o direito preferencial de acesso aos recursos minerais do Brasil".

Com publicação semanal em inglês, o Pyongyang Times é um jornal estatal da República Popular Democrática da Coreia, publicado na capital norte-coreana desde 1965. O veículo também mantém uma versão on-line, hospedada em um domínio nacional .kp.

Relembre:

A declaração citada pelo jornal foi feita por Lula em 17 de setembro, durante entrevista à Rádio Itatiaia, em Montes Claros (MG). Na ocasião, o presidente comentava uma exigência apresentada por Washington no contexto das negociações para um eventual acordo que pusesse fim ao tarifaço imposto ao Brasil.

Para aliviar as tarifas, o governo Trump exigia ser informado previamente sobre a venda de ativos de mineração no país, incluindo os relacionados a minerais críticos. Segundo uma minuta de acordo obtida pelo Estadão, a proposta também previa abrir espaço para que empresas americanas disputassem esses ativos antes da aprovação das operações pelas autoridades brasileiras.

"É um documento velho, que já estava no nosso arquivo morto, porque foi a primeira comunicação que nós recebemos e recusamos. Nem discutimos o documento, porque era inaceitável o documento de um país querer ter prioridade na riqueza mineral do nosso País. Esse documento não foi discutido, não será discutido e não está sendo discutido", afirmou na ocasião.