
Willer Tomaz contratou empresa para apagar reportagens que o ligavam a Flávio Bolsonaro, revela PF

O advogado Willer Tomaz, advogado investigado no caso do INSS e amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pagou para remover da internet reportagens que o relacionavam ao parlamentar, segundo documentos e mensagens apreendidos pela Polícia Federal divulgados na terça-feira (20) pelo portal g1.
A operação ocorreu em outubro de 2025, quando Tomaz teria contratado a empresa "Seu Nome Novo de Novo" para desindexar conteúdos considerados prejudiciais à sua imagem.

Conforme relatório da PF, uma planilha encontrada no celular de Tomaz lista 12 links de reportagens removidas. Entre o material estavam notícias sobre uma disputa envolvendo mansão milionária que citava Tomaz como amigo do filho de Bolsonaro, e outra sobre Flávio, cassinos e operadoras em Las Vegas. As mensagens indicam cobrança de R$ 1 mil por link removido.
Em nota, a defesa de Tomaz afirmou se tratar de "conteúdos antigos e desatualizados", negando tentativa de desvincular sua imagem à de Flávio Bolsonaro e acusando a Polícia Federal de "pescaria probatória com fins eleitorais".
Willer e Flávio são investigados em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A investigação no STF apura se ambos participaram de esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro via plataformas de apostas esportivas. A PF encontrou indícios de que Tomaz controla a Rede Loto e vínculos com Flávio após quebra de sigilo telemático.
