As autoridades italianas decidiram enviar mais 500 militares à Milão após os distúrbios em massa acompanhados de saques a lojas e confrontos com a polícia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, confirmou a medida nesta terça-feira (20).
Enquanto as forças de segurança se preparam para reforçar a proteção da cidade, os donos de butiques de luxo fecham as lojas e retiram os artigos caros das vitrines.
Ao mesmo tempo, os manifestantes chegaram à Catedral de Milão e a Praça do Duomo foi tomada pelo caos por causa dos confrontos com a polícia.
Os distúrbios do passado fim de semana ocorreram à margem de um protesto contra o aumento do custo de vida em Itália e provocaram danos significativos no centro de Milão.
Em 16 de outubro, milhares de estudantes foram às ruas da Itália para protestar contra o governo de Meloni no que chamaram de "O dia do não a Meloni".
Os estudantes exigem melhorias nas condições educacionais e também soluções para o alto custo de vida no país além de questionarem um decreto controverso que limita o número de estudantes estrangeiros, sob o lema de"dinheiro para as escolas, não para a guerra", em alusão ao aumento dos gastos militares.