VÍDEOS: Milhares de estudantes na Itália entram em confronto com polícia

Os protestos estudantis que, há semanas, agitam a França estenderam-se à Itália, nesta sexta-feira (16), onde milhares de estudantes foram às ruas para protestar contra o governo liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, no que chamaram de "O dia do não a Meloni", relata a ANSA.
16/10 journée de mobilisation nationale des étudiants en Italie 🇮🇹 ici le cortège à Rome protestations pour la hausse du budget pour l’éducation publique, contre la guerre et contre le gvt de Meloni https://t.co/2amSp4gSHc
— Charli☀️🦎 (@CharliB97783485) October 16, 2026
Os alunos reivindicam, entre outras questões, melhorias nas condições educacionais, mas também incluíram em sua pauta de reivindicações temas como o alto custo de vida ou a existência de um decreto polêmico que limita o número de estudantes estrangeiros. Seu lema foi: "Dinheiro para as escolas, não para a guerra", o que constitui uma crítica ao crescente gasto militar naquele país europeu.
🇮🇹 | TENSION IN TURIN, ITALY: Police used tear gas and water cannons to disperse a student protest near Piazza Castello, right in the city center. https://t.co/wEHq2fDfA1
— 𝕃𝕦𝕔𝕚𝕒𝕟𝕠 𝕃𝕦𝕝𝕫 (@altrella_l) October 16, 2026
Em Roma, pessoas encapuzadas lançaram fogos de artifício e bombas caseiras contra a polícia. Também foram registrados incidentes tensos em Bolonha, onde se optou por fechar as instituições de ensino para evitar que fossem ocupadas pelos manifestantes, que alertaram que, "se as coisas não mudarem, acontecerá o mesmo que na França".
🇮🇹 Bologna: police charges against students. https://t.co/ZZgFctIFT8
— 𝕃𝕦𝕔𝕚𝕒𝕟𝕠 𝕃𝕦𝕝𝕫 (@altrella_l) October 16, 2026
Além disso, houve protestos em massa em outras cidades, como Veneza, Pádua, Florença, Bari, Milão, Bolonha, Nápoles, Cagliari e Pisa, onde também foram registrados confrontos com a polícia.
Immagini dal corteo degli studenti a Milano #Scuola https://t.co/erx6ld5Jpg
— askanews (@askanews_ita) October 16, 2026
No entanto, as situações mais graves de violência ocorreram em Turim, onde alguns manifestantes optaram por atirar pedras, paus, ovos, garrafas e fogos de artifício contra os agentes, sendo repelidos com escudos, gás lacrimogêneo e caminhões com jato de água, relata o Corriere della Sera. Em meio ao confronto, pais e professores formaram um cordão de isolamento, na tentativa de protegê-los das forças de segurança.
Azionato l'idrante a più riprese contro gli studenti scesi in corteo a Torino per la giornata di sciopero studentesco. Gli agenti hanno bloccato gli studenti arrivati in Piazza Castello. https://t.co/rcSproaWWE
— Local Team (@localteamit) October 16, 2026
Segundo a ANSA, a polícia deteve três menores em flagrante sob a acusação de resistência agravada à autoridade, enquanto mais de 50 manifestantes, que supostamente cometeram atos de violência, foram identificados. Os três detidos também foram acusados de portar objetos capazes de causar danos. De acordo com a versão das autoridades, um deles carregava pedras e os outros dois, gás de pimenta.
Momenti di forte tensione a Torino durante il corteo studentesco: dopo il passaggio davanti alla sede di Intesa San Paolo, la polizia ha utilizzato idranti e lacrimogeni in Piazza Castello, sotto la prefettura, per disperdere i manifestanti. #sciopero #Torino #Cronaca https://t.co/3zQ10HFet1
— LaPresse (@LaPresse_news) October 16, 2026
Enquanto isso, Meloni defendeu o direito à manifestação, mas condenou o uso de métodos violentos. "Organizei dezenas de manifestações; considero que a participação é algo bom e importante. Mas, ao mesmo tempo, condeno a violência. E acredito que todos devem ter clareza sobre esse ponto", incluindo os líderes da oposição, afirmou de Bruxelas.
