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VÍDEOS: Milhares de estudantes na Itália entram em confronto com polícia

Os estudantes reivindicaram "dinheiro para as escolas, não para a guerra".
VÍDEOS: Milhares de estudantes na Itália entram em confronto com políciaStefano Guidi/Getty Images

Os protestos estudantis que, há semanas, agitam a França estenderam-se à Itália, nesta sexta-feira (16), onde milhares de estudantes foram às ruas para protestar contra o governo liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, no que chamaram de "O dia do não a Meloni", relata a ANSA.

Os alunos reivindicam, entre outras questões, melhorias nas condições educacionais, mas também incluíram em sua pauta de reivindicações temas como o alto custo de vida ou a existência de um decreto polêmico que limita o número de estudantes estrangeiros. Seu lema foi: "Dinheiro para as escolas, não para a guerra", o que constitui uma crítica ao crescente gasto militar naquele país europeu.

Em Roma, pessoas encapuzadas lançaram fogos de artifício e bombas caseiras contra a polícia. Também foram registrados incidentes tensos em Bolonha, onde se optou por fechar as instituições de ensino para evitar que fossem ocupadas pelos manifestantes, que alertaram que, "se as coisas não mudarem, acontecerá o mesmo que na França".

Além disso, houve protestos em massa em outras cidades, como Veneza, Pádua, Florença, Bari, Milão, Bolonha, Nápoles, Cagliari e Pisa, onde também foram registrados confrontos com a polícia.

No entanto, as situações mais graves de violência ocorreram em Turim, onde alguns manifestantes optaram por atirar pedras, paus, ovos, garrafas e fogos de artifício contra os agentes, sendo repelidos com escudos, gás lacrimogêneo e caminhões com jato de água, relata o Corriere della Sera. Em meio ao confronto, pais e professores formaram um cordão de isolamento, na tentativa de protegê-los das forças de segurança.

Segundo a ANSA, a polícia deteve três menores em flagrante sob a acusação de resistência agravada à autoridade, enquanto mais de 50 manifestantes, que supostamente cometeram atos de violência, foram identificados. Os três detidos também foram acusados ​​de portar objetos capazes de causar danos. De acordo com a versão das autoridades, um deles carregava pedras e os outros dois, gás de pimenta.

Enquanto isso, Meloni defendeu o direito à manifestação, mas condenou o uso de métodos violentos. "Organizei dezenas de manifestações; considero que a participação é algo bom e importante. Mas, ao mesmo tempo, condeno a violência. E acredito que todos devem ter clareza sobre esse ponto", incluindo os líderes da oposição, afirmou de Bruxelas.