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Canal 'Exército do Lula' volta ao ar após registro no TSE

O canal reúne mais de 4 milhões de inscritos e apoia o presidente na campanha para reeleição.
Canal 'Exército do Lula' volta ao ar após registro no TSEX/@AndreJanonesMG // Jaap Arriens/NurPhoto/Gettyimages.ru

O canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp* para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltou ao ar na noite da quarta-feira (14).

Coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de inscritos e é utilizado para compartilhar áudios, vídeos e orientações aos apoiadores de Lula.

Em um vídeo publicado no X nesta quinta-feira (15), Janones celebrou o retorno do canal.

"Voltamos! O maior exército democrático do mundo voltou!", declarou.

Campanha de retomada

A retomada foi possível após a campanha do petista registrar o canal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (13).

O registro foi formalizado pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária do TSE, em cumprimento à determinação do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques.

Com o registro oficial, a campanha de Lula formaliza o vínculo com o canal e assume a responsabilidade eleitoral pelas publicações e pelos fluxos de comunicação veiculados na plataforma.

Disputa judicial

O canal, que promove a candidatura de Lula, havia sido bloqueado por Kassio no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.

Na ação, a campanha apontou a circulação de conteúdos falsos envolvendo Nossa Senhora, supostas ligações de Flávio com milícias, lavagem de dinheiro na Kopenhagen e cortes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A primeira decisão de Kassio foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou o funcionamento da ferramenta até uma análise do plenário do TSE.

Na terça-feira (13), Kassio determinou um novo bloqueio do canal de WhatsApp "Exército do Lula". A determinação ocorreu após um relatório técnico do tribunal identificar que mensagens publicadas entre 25 e 29 de setembro haviam sido apagadas ou editadas. A alteração dos registros deixou lacunas que dificultaram a avaliação de possíveis riscos associados ao conteúdo.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao TSE um levantamento que contabilizou 499 mensagens excluídas. Entre elas, estariam três publicações anteriormente classificadas como notícias falsas pelo tribunal, com determinação de remoção.

Diante do impasse, Nunes Marques tinha determinado a regularização do canal perante a Justiça Eleitoral e a suspensão das atividades até o cumprimento da exigência.

*Pertence à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.