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Arábia Saudita se mostra frustrada com a inação de parceiros ocidentais diante dos bombardeios houthis

A recente onda de ataques aumenta a pressão sobre o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para intensificar a guerra.
Arábia Saudita se mostra frustrada com a inação de parceiros ocidentais diante dos bombardeios houthisLegion-media.ru / Sipa Press

As autoridades da Arábia Saudita sentem-se frustradas com a ajuda limitada de seus aliados ocidentais em meio à onda de ataques dos Нouthis iemenitas contra o país, que elevam o risco de uma escalada do conflito — o qual poderia envolver os EUA —, informou a Bloomberg no domingo (11).

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No sábado (10), um ataque contra o principal aeroporto de Riade deixou 12 mortos e 309 feridos, enquanto, no domingo, a instalação foi novamente atingida por um projétil de origem desconhecida, deixando pelo menos um morto e 11 feridos.

Segundo o veículo de imprensa, o Reino Unido forneceu à Arábia Saudita uma aeronave para reabastecimento em voo, mas os pedidos sauditas de apoio defensivo adicional, apresentados nas últimas semanas, ainda não foram aprovados. A França, por sua vez, anunciou que enviará equipamentos militares defensivos ao porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho.

Decisões difíceis

Os ataques aumentam a pressão sobre o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para intensificar a guerra, enquanto Riade apoia, com aviões de combate, uma contraofensiva das forças governamentais iemenitas após os Houthis tomarem território próximo ao Estreito de Bab el-Mandeb.

Os ataques também impõem decisões difíceis aos Estados Unidos, à Turquia e ao Paquistão,novos parceiros de defesa dos sauditas. Até o momento, os Estados Unidos limitaram  seu apoio a Riade ao compartilhamento de informações de inteligência. Ao ser questionado no sábado sobre uma possível participação em ataques contra os Houthis, o presidente americano, Donald Trump, afirmou: "É possível. Vamos analisar isso".

  • A escalada de tensão entre Riad e o movimento dos Houthis eclodiu em julho e representou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022. Os houthis aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita e ampliaram suas ações contra alvos ligados ao país, enquanto Riad intensificava suas operações militares no Iêmen.