
'Crime de guerra': coalizão saudita promete responder a ataque contra aeroporto de Riad

A coalizão liderada pela Arábia Saudita classificou, neste domingo (11), o ataque contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, como um "ato terrorista covarde" e um "crime de guerra", de acordo com o Direito Internacional Humanitário, e prometeu responder "com firmeza".

Em comunicado, o porta-voz oficial das forças da coalizão de apoio ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, major-general Turki al-Maliki, declarou que o ataque realizado pela milícia houthi no sábado (10), contra um dos terminais de passageiros do aeroporto, deixou mortos e feridos entre civis, viajantes e funcionários.
Os houthis não assumiram imediatamente a autoria do ataque de sábado.
Segundo Al-Maliki, trata-se de "um ato atroz que contraria os princípios, os valores e a ética". Ele acrescentou que o comando das forças conjuntas da coalizão responderá ao ataque terrorista "com firmeza" e em conformidade com o Direito Internacional Humanitário e suas normas consuetudinárias.
De acordo com os dados divulgados pela Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita, o ataque deixou 12 mortos e 309 feridos. Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Palestina e Sudão. Os feridos, alguns dos quais estão em estado crítico, recebem atendimento médico em diferentes hospitais.
Após o impacto contra um dos terminais, no sábado (10), a administração do aeroporto realizou evacuações médicas e determinou a suspensão temporária das operações, enquanto os danos causados são avaliados.
Trata-se do terceiro ataque contra o aeroporto nesta semana. Na quinta-feira (8), três pessoas morreram e várias ficaram feridas em um bombardeio cuja autoria foi reivindicada pelo movimento houthi do Iêmen.
A escalada entre Riad e o movimento houthi começou em julho e representou, na prática, o fim da frágil trégua que mantinha as linhas de frente no Iêmen praticamente inalteradas desde 2022. Os houthis intensificaram a pressão sobre a Arábia Saudita e ampliaram suas ações contra alvos ligados ao país, enquanto Riad intensificava suas operações militares no Iêmen.
Em setembro, os houthis tomaram a cidade portuária de Moca, na costa oeste do Iêmen. O avanço reforçou o controle do movimento sobre uma importante rota marítima, o estreito de Bab el-Mandeb, que se conecta ao canal de Suez pelo mar Vermelho e é uma das principais rotas marítimas do mundo, essencial para o transporte de petróleo e mercadorias entre a Europa e a Ásia.

