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Houthis reivindicam responsabilidade por ataques com mísseis e drones na Arábia Saudita

As Forças Armadas do Iêmen confirmaram três operações militares contra alvos sauditas em resposta a 60 atentados que deixaram vítimas civis.
Houthis reivindicam responsabilidade por ataques com mísseis e drones na Arábia SauditaGettyimages.ru / Divulgação / Centro de Mídia Houthi

O porta-voz das Forças Armadas do Iêmen, Yahya Saree, confirmou, nesta segunda-feira (5), a execução de três operações militares contra alvos na Arábia Saudita, envolvendo um grande número de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.

Segundo Saree, os ataques foram uma resposta a 60 atentados lançados nas últimas 24 horas pela Arábia Saudita contra a capital Sana'a e as províncias de Al-Jawf, Taiz, Hajjah, Saada e Marib, que deixaram vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.

A primeira operação, indicou o porta-voz, teve como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. "O ataque foi preciso e direto, graças a Deus, e causou interrupções no tráfego aéreo", afirmou Saree.

A segunda operação atingiu a refinaria da Aramco em Rabigh e provocou um incêndio no local, segundo o comunicado. A terceira operação, de acordo com o porta-voz dos Houthis, ocorreu no Aeroporto de Abha, na Base Aérea de Khamis Mushait, no acampamento de Aqifa, em Asir, e em outros locais críticos nas províncias de Najran e Jizan. "Os ataques foram precisos", enfatizou Saree.

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Além disso, o porta-voz alertou todas as companhias aéreas internacionais que utilizam o espaço aéreo saudita para que cessem seus voos, visto que a região se tornou "uma zona operacional" para as forças iemenitas, com exceção do espaço aéreo sobre Meca e Medina. "Não nos responsabilizamos por quaisquer consequências decorrentes do descumprimento deste aviso", enfatizou.

As Forças Armadas do Iêmen, afirmou Saree, possuem os recursos necessários para enfrentar a escalada e estão preparadas para esse tipo de confronto. Segundo o porta-voz, o número total de ataques sauditas contra o Iêmen desde o início da escalada chegou a 1.576 operações. "O campo de batalha e o palco do heroísmo e da jihad determinarão o resultado e terão a palavra final", concluiu o comunicado.

Aliança em alerta

A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão concordaram em ativar mecanismos de dissuasão coletiva e mobilizar forças militares conjuntas em território saudita em resposta aos recentes ataques contra o Reino, segundo um comunicado conjunto divulgado após uma reunião de emergência em Riad.

Os três países reuniram-se com urgência em 5 de outubro, sob os auspícios do Comitê Estratégico, Político e de Defesa da Aliança, sediada em Meca, para tratar das ameaças à segurança enfrentadas pela Arábia Saudita.

As três potências concordaram em implementar imediatamente as disposições de defesa coletiva da Aliança Meca-Medina. "O Comitê decidiu avançar imediatamente para a implementação prática dos compromissos de defesa conjunta. Isso inclui o fornecimento das forças e capacidades militares previamente acordadas e a garantia de seu rápido destacamento na Arábia Saudita, em conformidade com os acordos aprovados e a legislação nacional de cada país", informa o comunicado.

  • A escalada entre Riad e o movimento houthi começou em julho e significou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022. Os Houthis aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita e ampliaram suas ações contra alvos ligados ao país, enquanto Riad intensificava suas operações militares no Iêmen.
  • Em setembro, os Houthis tomaram a cidade portuária de Mocha, na costa ocidental do Iêmen, e continuam avançando. A tomada da cidade reforça o controle do movimento sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, que se conecta ao Canal de Suez através do Mar Vermelho e é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, crucial para o transporte de petróleo e mercadorias entre Europa e Ásia.