
Projeto em MG encontra faixa de 30 metros com terras raras usadas em ímãs

A Verde AgriTech anunciou, nesta terça-feira (6), resultados de sondagens que identificaram terras raras usadas em ímãs em intervalos desde a superfície no projeto Minas Americas, em Minas Gerais. O empreendimento está sob responsabilidade de sua subsidiária, a Magnes Rare Earths. A informação foi publicada pela imprensa especializada.
Um dos furos apresentou um intervalo de 30 metros com teor de 1.853 partes por milhão (ppm) de óxidos de terras raras usados em ímãs. O resultado corresponde ao conteúdo no material analisado, não à quantidade recuperada por extração.

"O que se destaca é a combinação de intervalos amplos que começam na superfície e a composição de terras raras magnéticas e pesadas presentes neles", afirmou Cristiano Veloso, fundador e diretor-executivo da Magnes.
As sondagens rasas também registraram intervalos desde a superfície de oito metros com 2.194 ppm e de 11 metros com 2.179 ppm de óxidos de terras raras usados em ímãs.
Neodímio e praseodímio são os principais componentes de terras raras desses ímãs; disprósio e térbio podem melhorar seu desempenho em temperaturas elevadas. As aplicações incluem motores industriais, robótica, setor aeroespacial e defesa. Os ímãs representam cerca de 95% do consumo de terras raras em valor.
Testes de extração
A Magnes contratou a SGS Geosol para realizar testes de bancada com sete amostras geológicas de quatro furos de sondagem, além de uma duplicata para controle de qualidade. O programa avalia a extração das terras raras e as impurezas.
Os testes acompanham quanto do conteúdo passa para os líquidos de extração e lavagem e quanto permanece nos resíduos sólidos.
O Minas Americas está em fase de exploração. Os resultados anunciados não estabelecem recurso ou reserva mineral, recuperação comercial nem viabilidade econômica, que depende de fatores como obtenção de um produto comercializável, impurezas, necessidade de reagentes e custos de processamento.

