Ministro do STF comenta 'pequeno equívoco' de Trump sobre eleições no Brasil

Em publicação nas redes sociais em inglês e em português, decano do Supremo falou sobre "disputas acirradas" e o "sucesso na organização" do processo eleitoral.

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou nesta terça-feira (6) o erro cometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mencionar a Índia em vez do Brasil ao elogiar a rapidez da apuração das eleições brasileiras. Trump posteriormente corrigiu a publicação.

Em publicação nas redes sociais, em versões em português e inglês, Mendes afirmou que os brasileiros deram "exemplo de maturidade democrática" no primeiro turno, realizado no domingo (4). Segundo o ministro, mais de 125 milhões de pessoas exerceram o direito ao voto e o processo transcorreu "de forma tranquila".

Ao comentar a declaração de Trump, o ministro classificou a troca do Brasil pela Índia como "um pequeno equívoco". Gilmar Mendes destacou que a eficiência da apuração brasileira que, em poucas horas, já tinha resultados definitivos, foi reconhecida pelo presidente norte-americano.

"Poucas horas depois do encerramento, a Justiça Eleitoral já divulgava os resultados. A eficiência da apuração foi destacada, inclusive, pelo Presidente dos Estados Unidos, em publicação na qual, por um pequeno equívoco, atribuiu à Índia a eleição realizada no Brasil", escreveu.

Balanço das eleições

O ministro do STF também ressaltou que houve "disputas acirradas" no primeiro turno, algumas decididas por margens estreitas, e afirmou que os resultados foram respeitados. Como exemplo, citou o Paraná, onde o governador eleito obteve 50,10% dos votos válidos, diferença de apenas 0,10 ponto percentual em relação ao mínimo necessário para vencer no primeiro turno.

O ministro defendeu ainda o sistema eletrônico de votação utilizado no país, afirmando que ele é auditável, preserva o sigilo do voto e evita "velhas práticas fraudulentas". O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que os resultados podem ser auditados por meio de documentos como os Boletins de Urna, o registro digital do voto e os logs das urnas.

Mendes destacou, por fim, a logística envolvida na realização do pleito em um país de dimensões continentais. Ele salientou que mais de 560 mil urnas foram distribuídas pelos mais de 5,5 mil municípios, incluindo comunidades rurais, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e áreas remotas, com apoio das Forças Armadas.

O ministro encerrou a publicação elogiando a Justiça Eleitoral, mesários, eleitores e a urna eletrônica e afirmou que o país voltará às urnas em 25 de outubro para o segundo turno da eleição presidencial e para disputas de governador em seis estados e no Distrito Federal.