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'Não interessa pôr fogo no país', diz presidente do PL sobre impeachment no STF

Valdemar alerta contra radicalização e diz que Bolsonaro "vai dar opinião" numa gestão Flávio, mas sem cargo.
'Não interessa pôr fogo no país', diz presidente do PL sobre impeachment no STFDivulgação/Redes sociais

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta segunda-feira (5), em entrevista à GloboNews, que os senadores eleitos devem discutir eventuais impeachments de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas alertou que "colocar fogo no país" não interessa ao partido. 

"Essa discussão de impeachment vai depender do Senado. Cada senador pensa de um jeito, e os senadores têm muita força, têm muita independência, e eles vão se entender para que façam o melhor para o país. Não interessa pôr fogo no país. O que nós precisamos agora é tocar o país para frente. Segurar os gastos e tocar o país para frente", declarou.

O impeachment de ministros do Supremo foi uma das principais bandeiras de senadores eleitos pelo PL. A partir do próximo ano, o partido terá a maior bancada desde a promulgação da Constituição Cidadã de 1988, com 28 senadores.

Papel de Jair

Na mesma entrevista, o dirigente tratou do papel que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria num eventual governo do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Valdemar, Bolsonaro vai participar muito da administração, mas não ocupará cargo na gestão federal. "Não vai ser ministro, mas vai dar opinião", disse.

Jair cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de 2023.

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Lula, por sua vez, é candidato à reeleição e terminou o primeiro turno atrás do bolsonarista, contrariando o que apontavam as principais pesquisas de intenção de voto. Flávio já afirmou em diversas falas públicas que vai trabalhar pela anistia do pai e de outros condenados pelo STF por tentativa de golpe.