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PL rejeita acordo e alega que tem 49 votos para impeachment de Moraes em 2027

A legenda afirmou que faltariam cinco votos para atingir os 54 necessários ao processo e descarta eventual entendimento político com o ministro do STF.
PL rejeita acordo e alega que tem 49 votos para impeachment de Moraes em 2027Legion-media.ru / Reprodução / Partido Liberal / ZUMA Press, Inc.

O PL calcula ter 49 votos no Senado para um eventual impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2027.

A legenda afirma que faltariam cinco votos para atingir o mínimo de 54 e rejeita um eventual acordo político com o magistrado. A informação foi publicada pela CNN nesta terça-feira (6).

Nas contas do partido, os votos já estariam garantidos caso o PL decida abrir o processo no próximo ano. A possibilidade é considerada diante da avaliação interna de que Moraes deverá manter um perfil combativo.

O entorno do candidato Flávio Bolsonaro entendeu, na segunda-feira (5), que integrantes do STF fizeram acenos para um possível acordo. Na leitura desse grupo, a negociação poderia envolver poupar ministros da Corte em troca da revisão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do concessão da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

O PL, porém, rejeita diálogo com Moraes e prefere que a situação seja inicialmente tratada pelo próprio Supremo.

A legenda defende a abertura de uma investigação sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro e seu afastamento enquanto durarem as apurações.

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de revisão criminal. O relator, ministro Kassio Nunes Marques, sinalizou que pretende pautar o processo após o segundo turno.

Outro movimento interpretado como tentativa de estabelecer pontes foi o apoio do ex-presidente Michel Temer a Flávio Bolsonaro.

Temer indicou Moraes ao STF em 2017 e é apontado como elo político entre o ministro e a família Bolsonaro.

Alvo em Dino

O PL também considera apresentar um pedido de impeachment contra o ministro Flávio Dino, mas esse movimento dependeria de como ele atuaria caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial.

Dino entraria no foco da legenda se avançasse em investigações sobre interferência estrangeira nas eleições como argumento para questionar o resultado eleitoral ou mantivesse apurações sigilosas sobre eventuais irregularidades no uso de emendas parlamentares.