Governo do Iêmen anuncia retomada de Mocha dos houthis; grupo rebelde contesta

Coalizão saudita mobiliza 100 caças em ofensiva contra posições do movimento iemenita, enquanto tropas do Acordo de Meca são acionadas para defesa de cidades na Arábia Saudita.

As forças do governo internacionalmente reconhecido do Iêmen anunciaram na segunda-feira (5) a retomada da estratégica cidade portuária de Mocha, no sudoeste da província de Taiz, após combates intensos contra o grupo Houthi.

A ação, apoiada pela coalizão liderada pela Arábia Saudita, faz parte da "Operação Amanhecer do Iêmen", ofensiva de larga escala destinada a recuperar territórios controlados pelos rebeldes, incluindo a capital Sana'a e o acesso litorâneo ao Mar Vermelho e ao Estreito de Bab el-Mandeb.

Os Houthis, contudo, rejeitaram as alegações. O vice-governador de Taiz pelo grupo, Fuad Sinan, divulgou vídeo circulando pelas ruas de Mocha negando a queda da cidade. Uma fonte anônima contestou à agência chinesa Xinhua que o anúncio governamental seria "prematuro" e parte de uma "batalha propagandística".

O porta-voz da coalizão saudita, general Turki al-Maliki, confirmou o emprego de 100 caças na operação e afirmou que foram destruídos centenas de alvos de alto valor estratégico para os houthis, incluindo depósitos de armas de armazéns de minas navais.

A operação ocorre logo após decisão dos membros do Acordo de Meca — Arábia Saudita, Turquia e Paquistão —, que acionaram mecanismos de defesa coletiva, mobilizando tropas para território saudita em resposta aos ataques houthis.